“Voto impresso é uma discussão vazia”, declara Senador


Na manhã desta segunda-feira, dia 09, o Senador de Sergipe, Alessandro Vieira do Cidadania, concedeu entrevista ao Programa “Linha Direta”. Ele falou sobre os desdobramentos da CPI da coivid-19, projetos em análise no Senado e política para o ano que vem.


O parlamentar sergipano iniciou a entrevista comentando sobre os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga as ações do Governo Federal sobre a covid-19. Segundo Alessandro Vieira, o andamento dos trabalhos está cumprindo a missão. “Não é um trabalho simples, pois estamos analisando o Governo ainda em andamento. Mas estamos avançando e analisando documentos. É complexo o trabalho, mas estamos indo bem”, pontuou.


O Senador disse que está cumprindo a missão de sempre. “É preciso seguir a linha da legalidade. Depois da CPI poderemos enviar aos órgãos competentes. O que analisamos até aqui é que são acusações muito graves e que não podem e nem devem ser deixadas de lado”, detalhou Alessandro.


Sobre a questão de possíveis interferências na Polícia Federal, ele afirmou que é necessária a independência. “É preciso investigar mais para se chegar a melhor conclusão dos trabalhos. Que nada e ninguém possam impedir que a Polícia Federal tenha a força de averiguar e, se possível, prender os responsáveis indiciados”, lembrou.


Com relação aos depoimentos, Alessandro Vieira destacou que todos tem sua importância. No entanto, ele lembra dos depoimentos dessa semana. “Será ouvido o pessoal do ‘Força Brasil’, da Davati no Brasil e por último o deputado Ricardo Barros do PP do Paraná. Ele que é braço direito do Governo e que está envolvido por ser um dos responsáveis pela questão das vacinas e demais serviços”, pontuou.


Segundo Alessandro, o atual Governo não considera caminhos normais da administração. “Bolsonaro é um Governo tumultuado. Temos um gabinete paralelo ao da saúde que mandava e desmandava. Sem contar os irresponsáveis que estiveram à frente da venda de vacinas com valores altíssimos. Isso é um reflexo da forma de gestão que Jair Bolsonaro usa. A CPI está mostrando isso aos brasileiros”, comentou.


NO entendimento do parlamentar, é preciso exercer o direito de voto com análise crítica. “O brasileiro tem a cada dois anos a chance de mudar. Não devemos, como eleitor, tratar o politico como se fosse um pop star, com disputas apaixonadas. Devemos sim cobrar os representantes para não deixar cair a expectativa de mudar sempre. A única forma é conversa e diálogo”, descreveu.


Para Alessandro, o eleitor deve várias opções de nome para escolha. “Se tiver alternativas e mesmo assim o eleitor querer corruptos, paciência. O povo tem direito a escolha. Mas não ter alternativas é ruim. Por isso que eu e tantos outros nos lançamos para o bom combate das coisas negativas da política brasileira. Temos que renovar as lideranças, pois o Brasil ainda tem líderes como Lula e FHC que já passaram do tempo”, alegou o senador.


Sobre Eleições de 2022, Alessandro Vieira diz que está conversando mais ainda não tem nada definido. “Estamos aguardando as mudanças da legislação eleitoral. A única decisão é que o grupo tem nomes que vão disputar o Governo, o Senado e demais cargos. Definição desses nomes é que será mais na frente”. alegou.


Sobre votações no Senado, ele disse que é contra o distrito e o voto impresso e que está avaliando a questão dos Correios. “Temos aí exemplos que o voto em distrito que deixa a dominação no meio político. Sobre voto impresso é uma discussão vazia. Já foi mais que comprovado que não tem como violar a urna eletrônica. Tudo isso serve para Bolsonaro pavimentar uma tentativa de golpe e esconder a sua incompetência. Sobre os Correios, estamos analisando como será o projeto. Não é bom vender de cara, pois a empresa em si dá lucro. Vamos ouvir os trabalhadores. Os correios formam duramente atingidos pela corrupção dos governos do PT. Vamos dialogar para ter um posicionamento final”, destacou.


Sobre os ataques de Bolsonaro contra o Presidente ao STF e o Congresso, o Senador disse que falta uma resposta dura do Parlamento. “Não é possível que Bolsonaro brinque de atacar todo dia os 2 Poderes e o Congresso não emite uma resposta dura. Já passamos por um processo de ditadura e não foi boa a experiência. É preciso sempre o diálogo e a manutenção da democracia que foi conquistada com tanto suor e sangue”, comentou.


Ao final, o Senador Alessandro Vieira falou sobre a saída de Danielle Garcia, que foi do Cidadania para o Podemos. Para ele, a ida da colega a nova sigla vai agregar mais nomes para se formar um grande bloco de oposição. “Ela quis essa nova alternativa para unir forças. Não teve nenhum tido de desgaste. Teremos mais alternativas para que os sergipanos tenham chances de mudança”, avaliou.




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Foto: Marcos Oliveira / Agência Senado