Vereadores votam revisão do reajuste dos servidores da capital


Acontece nesta terça-feira na Câmara de Vereadores de Aracaju a sessão para a votação do percentual de reajuste de 5%. O aumento foi anunciado no final do mês de abril pelo Prefeito Edvaldo Nogueira.


Por conta da análise da proposta, diversos sindicatos de servidores realizam concentração para pressionar os vereadores a rejeitarem a proposta. “Todas as categorias estão sendo prejudicadas. Não está sendo cumprido nem o percentual de recuperação da inflação, além das causas específicas do magistério. Não tivemos nenhum respeito às leis da Constituição Federal, que trás a Lei do Piso para garantir o percentual da nossa carreira”, criticou o Presidente do Sindicato dos Professores, Obanshe Severo D'acelino.


O Presidente do Sindicato dos Servidores da capital, Nivaldo Fernando, disse que parte dos trabalhadores não terão o reajuste linear. “Queremos que o prefeito cumpra o que disse no anuncio, que foi os 5% para todos. Que ninguém fique de fora”, comentou.


No plenário os vereadores seguem discutindo a medida. Para a Vereadora da oposição, Ângela Melo, o percentual não será extensivo a todos. “Precisamos ir em busca deste benefício para que todos possam receber os proventos corretamente. Por isso que batalhamos aqui nas discussões. Se isto passar, será a quebra da carreira dos colegas professores”, destacou.


Já o líder da situação, Vereador Antônio Bitencourt do PC do B, vê que a proposta contempla boa parte dos servidores, em especial os professores e profissionais da saúde. “Teremos uma gama de trabalhadores que vão receber seus proventos em dia. Isso é o que deve ser feito. O Prefeito deu um ganho dentro daquilo que pode ser feito, a fim de não extrapolar a lei de responsabilidade fiscal”, afirmou.


Na época que anunciou o aumento, Edvaldo Nogueira disse que todo o reajuste só poderá ser feito graças a constante analise das contas do município. “Nos baseamos nas reivindicações dos trabalhadores, fizemos o planejamento e colocamos um aumento que é muito positivo e que vai consumir R$ 145 milhões em recursos da prefeitura por ano”, alegou.



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Foto: Gilton Rosas/CMA