Trabalhadores de empresa de ônibus paralisam atividades


Motoristas, cobradores, mecânicos e demais trabalhadores do Grupo Progresso estão desde o fim da noite desta quarta-feira, dia 13, parados na porta da empresa, na Avenida Marechal Rondon, no Bairro Capucho, zona oeste da capital. Eles reivindicam pagamento de salários e benefícios que estão atrasados.


Cerca de 150 ônibus da Progresso, Paraíso e Tropical deixaram de circular em Aracaju. Regiões com o Mosqueiro, Santa Maria e Jabotiana, que tem linhas apenas da Progresso, ficaram sem o transporte público. Os funcionários alegam que estão sem receber salários há cerca de 3 meses. Além disto, muitos estão com férias não pagas e com o FGTS atrasado.


Um grupo de trabalhadores também reclama da falta de pagamento do ticket alimentação. “Eles reduziram o beneficio com a pandemia. Estamos aqui parados, pois temos contas a pagar. Falta comida para colocar na mesa de nossa família”, lamenta um dos motoristas.


Outro funcionário disse que falta manutenção dos veículos. “Dia desses estourou 2 pneus do veiculo em movimento. Andamos com pneus carecas. Além disto a grande parte dos elevadores dos cadeirantes está sem poder funcionar. É terrível a nossa situação”, comentou. Os trabalhadores disseram que só voltariam a operar com todo pagamento em dia.


Em nota a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito de Aracaju disse que estava acompanhando o movimento que tem origem em dívidas trabalhistas. “O órgão já entrou em contato com as demais empresas que fazem parte do sistema de transporte coletivo para que mais ônibus sejam colocados em operação para suprir as linhas que foram afetadas pela paralisação. A SMTT está acompanhando as tratativas entre empresa e colaborador, e a expectativa é que a situação seja resolvida o mais rápido possível para que o sistema volte a operar normalmente, sem causar prejuízos a população”, informou.


O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Aracaju (Setransp) também emitiu comunicado. Eles lamentaram a situação e disseram que, mesmo com toda a frota nas ruas, a queda de passageiros é constante. “No ápice da pandemia a queda do número de passageiros chegou a registrar 70% e atualmente, mesmo com toda sua frota à disposição, o transporte continua com uma queda de 47% da sua demanda de passageiros habitual”, destacou.



Portal C8 Notícias

Fotos: Rozendo Aragão