“Todos serão beneficiados com desoneração”, destaca representante dos postos



Na manhã desta segunda-feira, dia 04 de julho, o Diretor-Executivo do Sindicato dos Donos de Postos de Combustíveis do Estado de Sergipe (Sindpese), Maurício Cotrim, participou do Programa “Linha Direta” com Jairo Alves de Almeida. Ele comentou sobre a mudança constante de preços dos combustíveis. Desta vez com valores que já estão abaixo dos R$ 7 nas bombas.


Para o representante dos postos, isto acontece devido a redução de cobranças de impostos e demais cálculos. “Muitos estados já vem fazendo isso e o efeito foi imediato. O preço caiu, apesar de ainda termos um barril de petróleo bem elevado, por conta da Guerra na Ucrância. Isso demonstra que a culpa pelo preço alto não é apenas do dono de posto. Ele também é parte sensível nesta cadeia”, comentou.


Maurício declarou também que em muitos estados houve uma grande diminuição do percentual de cobrança do ICMS, a exemplo do Rio de Janeiro. “Lá a taxa caiu de 34 para 17%, abaixo do teto de 18%. O reflexo foi total, a chegar a ter um combustível bem mais em conta que Sergipe. Voltamos a afirmar que esses atos serão benéficos não somente para a população, mas para os que revendem os produtos”, afirmou.


O representante do Sindpese disse que existe muita taxação, deste quando o petróleo chega na refinaria até a bomba de combustível. “Por conta de ações do Supremo Tribunal Federal, muitos estados buscaram não reduzir os encargos, a fim de não perder verba. Mas se existe uma diminuição, consequentemente há um consumo maior. esse há mãos compra, as finanças melhoras. Enfim, todos serão beneficiados com a desoneração”, destacou.


Ao final, Mauricio Cotrim pontuou que, às vezes, ter uma refinaria perto não significa dizer redução de preços. “Temos aqui na Bahia a antiga Landulfo Alves, que recentemente foi vendida para iniciativa privada. Eles podem colocar o preço como desejam, sem o controle direto do Governo. No caso do etanol, até que os postos podem comprar direto da usina. No entanto, mais de 90% dos postos são de bandeira e as empresas exigem que os postos comprem o etanol próprio. Por isso muitos empresários não podem fazer muito neste ponto”, explicou.



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Foto: Agência Brasil