“Sou grato ao PT, mas é preciso passar de fase”, diz Iran Barbosa


Na manhã desta quarta-feira, dia 08, o Deputado Estadual pelo Psol, Iran Barbosa, foi entrevistado por Jairo Alves de Almeida no “Linha Direta”. O parlamentar fez um retrospecto de ações no parlamento e comentou sobre o seu projeto para o pleito eleitoral deste não.


No inicio, Iran Barbosa fez referência a uma ação policial contra estudantes em Canindé de São Francisco, no alto sertão do estado. Para o deputado, é preciso ter uma rigorosa fiscalização no sentido de que os agentes de segurança possam agir dentro da lei. “Não concordamos como que alguns policiais fazem. Isso tem que ficar bem claro, pois sabemos dos excelentes profissionais na segurança e que não concordam com cenas assim. Estamos averiguando este fato. Torcemos que casos como o de Genivaldo, que foi destaque até internacional, não aconteça com a nossa PM”, detalhou.


Ainda sobre esse assunto, Iran mostrou ser favorável ao uso de câmera corporal, como já vem sendo usada pela Polícia Militar de São Paulo. “Os aparelhos darão mais legitimidade e segurança, tanto a quem está sendo preso como também a quem está fazendo a captura. Lembrando que a Polícia deve ser sempre parceira da sociedade e jamais inimiga”, concordou.


O parlamentar sergipano também destacou um dos grandes problemas em Sergipe, que é a fome. No seu entendimento, o povo voltou literalmente a estar nas ruas mendigando por comida. “É inadmissível que um país como o nosso, tão grande em produção agrícola, não tenha a capacidade de saciar a fome das pessoas. Conseguimos tirar o país do mapa das pessoas famintas e hoje estamos mergulhados novamente e não só o Nordeste. O Brasil como um todo. O Governo Federal prefere fazer o que? Pragar juros aos banqueiros, quando essa divida externa já foi paga há tempos. Isso nos preocupa”, pontuou Iran Barbosa.


Perguntado sobre um momento tenso que a Assembleia Legislativa registrou nesta terça-feira, entre o Deputado Rodrigo Valadares (União Brasil) e representantes do Sintese, o parlamentar disse que foi lamentável a fala do colega. “Ele já havia provocado do sindicato dos professores nas redes sociais, fazendo relação entre o Governo e a mulher que apanha do marido. Isso, é claro, revoltou as professoras que estavam protestando no plenário. O Presidente da Casa, Deputado Luciano Bispo, de forma harmônica conteve os ânimos e depois a sessão seguiu. Para mim foi uma abordagem preconceituosa e machista. Devemos sempre estar atentos, pois democracia requer também respeito”, destacou.


Iran Barbosa falou sobre o fim do desconto de 14% dos aposentados e pensionistas. Para ele, foi um projeto “draconiano”, muito pior que a reforma da previdência à nível federal. “Foi um verdadeiro confisco das mulheres e homens que deram a vida de trabalho e, nesta fase, tem 14% a menos do ordenado. E logo numa pandemia terrível. Agora que o Governo diz ter dinheiro em caixa, chegou a hora de retribuir. Vamos continuar lutando pelo reembolso de todos os aposentados e pensionistas que sofreram com este desconto”, alegou.


Questionado sobre política e o motivo que o fez sair do Partido dos Trabalhadores, o deputado estadual afirmou que a vida é feita de dinamismo e que precisada de uma mudança de rumo. “Sou grato ao que tenho na área política ao PT, por onde estive por mais de 2 décadas. Fiz amigos. No entanto é preciso passar de fase. Sou professor de história e durante as fases da humanidade os ciclos forma inevitáveis. Por isso decidi mudar, para uma sigla onde seguirei atuante na esquerda e junto ao socialismo. Também foi uma decisão pessoal”, afirmou Iran.


Sobre 2022, o deputado disse que é pré-candidato à reeleição e que o Psol poderá lançar uma chapa para Governo. Já à nível nacional, a sigla já definiu seu rumo. “Em Sergipe, o Psol está dialogando sobre quem poderá lançar para pré-candidatura ao Governo. Dialogamos sempre com o PT, mas o pensamento da maioria é ter essa chapa. Já para nível nacional, o nome do pré-candidato é do ex-presidente Lula. Isso já foi definido e agora é esperar o momento das convenções”, finalizou.



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Fotos: Rozendo Aragão