“Sigo com Lula independente do PT”, declara Jackson Barreto sobre 2022


Na tarde desta sexta-feira, dia 14, o ex-governador Jackson Barreto do MDB participou do quadro “Entrevista Sem Filtro” do Programa Inove Notícias. Durante mais de uma hora, ele foi questionado pelos apresentadores Kleber Alves, Márcio Prata e Thiago Reis sobre a pandemia, Governo do Estado, conversas e arrependimento na política.


Jackson Barreto iniciou sua fala comentando o momento de pandemia. Ele explicou que não está fazendo politica mais intensa devido a questão da covid-19. “Não estou saindo para fazer o que gosto que é dialogar sobre as projeções, mas tenho feito contatos. Chegamos a uma idade que precisamos nos preservar. Como não sou da turma negacionista, faço sempre o que os médicos pedem. Temos um grave numero de contaminados e mortos”, comentou.


Sobre o que o Governo desenvolve para enfrentar a doença, Jackson disse que Belivaldo Chagas vêm fazendo o que é possível. “Uma pena que temos um grande número de mortos, mas o governador atuante e orientado a todos para que se cuidem”, destacou.


Em outras entrevistas, Jackson Barreto dizia que, se Lula conseguisse recuperar seus direitos políticos, gostaria de voltar a atuar em algum cargo do legislativo. Questionado, ele disse que continua com essa disposição, independente de receber ou não apoio do PT. “Sigo com admiração pelo ex-presidente Lula e não nego isso. Construímos essa unidade desde Marcelo Déda como prefeito e, depois, como governador. Não sei como ficará o PT em Sergipe, pois a sigla já tem um nome lançado. Mas o que Lula disser vou achar natural”, explicou.


Com relação a 2022, o ex-governador de Sergipe disse que o caminho é seguir as orientações do atual líder. “Para o ano que vem o correto será guiado por Belivaldo. Sinto coerência nele. Da mesma forma que muitos petistas não concordem comigo. Normal, faz parte do processo democrático”, descreveu. Perguntado se sairá em busca de alguma vaga, ele disse que não está articulando nada, mas tem visto seu nome entre os preferidos para Câmara dos Deputados e deve analisar as situações.


Com relação ao partido, ele permanece em frente até então, mas diz que sente um certo ressentimento do comportamento do ex-presidente Michel Temer. Para Jackson Barreto, o simples fato dele ter dado total apoio a derrubada de Dilma Rousseff o fez lamentar pelos apoios que deu no passado. “Deu uma enorme tristeza ver tantos nomes do meu MDB, que tanto defendi e combati no regime militar, envolvidos em corrupção. Partido que teve Ulisses Guimarães, Tancredo Neves e de tantos outros que morreram para defender a democracia e, agora, chegar aonde chegou, é de desanimar. Minha confiança em Temer não existe mais”, desabafou.


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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil