“Setembro Verde” chama a atenção para doação de órgãos


O Coordenador da Central de Transplantes de Sergipe, Benito Fernandez, foi entrevistado desta quinta-feira, dia 26, no Programa “Linha Direta”. Ele comentou sobre o “Setembro Verde”, que lembra a importância da doação de órgãos para salvar vidas.


Benito iniciou a entrevista falando da fila da doação e órgãos em Sergipe. Para ele, é preciso consciência maior da sociedade. “Existe um grande preconceito e medo sobre o assunto. No entanto, se não tiver doador, podemos perder vidas. Estamos na luta de melhora essa doação de diversos órgãos. As famílias não estão ainda informadas”, detalhou.


Sobre os tipos de órgão, o Coordenador disse que existe uma lista. “Para ser doador não é preciso registro ou cadastro. Basta ter essa conversa com a família. Sabemos é um momento difícil do falecimento, mas é preciso salvar outras vidas. Temos mais de 46 mil pessoas no Brasil esperando um órgão. Isso pode ocorrer com qualquer um de nós”, explicou Benito Fernandez.


O gestor também lembrou sobre a lei da doação presumida. “Desde 1997 tínhamos que colocar na carteira se era ou não doador. Desde o ano 2000 essa norma acabou. Por isso que os responsáveis pela doação devem ser feitos por meio do cônjuge ou familiar próximo”, alegou.


O transplante de córnea é o único que vem funcionando em Sergipe. “Este tipo de doação é o que está funcionando corretamente. Estamos na busca de locais para doação de coração e de rins. Neste ultimo estamos com tratativas para treinamento com o pessoal do Hospital Universitário. Com relação ao primeiro estamos em tratativas. Esperamos que esses serviços estejam disponíveis em breve para os sergipanos”, destacou Benito.


O médico também lembrou que existe todo um procedimento para quem quer doar. “A única certeza que temos na vida é a morte. Para doar é preciso comunicar em vida aos familiares. A extração dos órgãos ocorre apenas depois da morte encefálica”, alegou.


Questionado sobre o período de pandemia, Benito destacou que houve profundas mudanças. “Foi um baque, pois precisamos mudar nossos procedimentos. Se a pessoa morreu e teve como causa a covid-19, infelizmente nenhum órgão poderá ser aproveitado”, lembrou.




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Foto: Alesp