Sergipe registra queda de casos graves e mortes da covid-19 com vacinação


Há um ano, em 19 de janeiro de 2021, a enfermeira do Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), Sônia Aparecida Damásio, foi a primeira pessoa vacinada contra a Covid-19 no estado. Ela e outros nove profissionais de saúde que estavam atuando na linha de frente foram contemplados com as doses da coronavac que chegaram ao estado. Após um ano de vacinação, Sergipe registra queda de casos graves e mortes pela doença.


Isso ocorre devido a aceleração da imunização em todo o estado. O número de pessoas ocupando leitos na rede pública e privada vem demonstrando redução. Em abril de 2021, o número de internados vítimas da Covid-19 atingiu a marca de 861 pacientes. Em dezembro, com 76,56% da população com, pelo menos, uma dose da vacina e 65,81% com as duas doses, o número de pacientes internados chegou a 9 durante todo o mês.


No caso dos óbitos a redução também foi expressiva. Em abril do ano passado, o número de mortes por covid, foi 773. Em dezembro, foram registrados 14 óbitos. “A ciência, a cada dia, nos mostra a importância da vacinação, o cenário satisfatório tem revelado isso. A Secretaria de Estado da Saúde está monitorando as portas de entrada das urgências, afinal, a partir delas é que temos a noção de como a Covid-19 afeta a nossa população. Não queremos sofrer novos impactos em nossa rede hospitalar, nosso objetivo é proporcionar melhorias na rede. Além disso, estamos estimulando a realização de novas ações junto aos municípios para proteger os sergipanos”, declarou a Secretária de Saúde de Sergipe Mércia Feitosa.


Para a Secretária de Saúde de Aracaju e representante das secretarias municipais do Estado, Waneska Barboza, o resultado mostra que o processo de imunização é fundamental para este resultado. “Nós passamos por duas grandes ondas e sentimos um forte impacto em toda rede hospitalar, o nosso desafio sempre foi correr com a vacinação e ainda continua sendo. São dois anos e sabemos que é difícil o engajamento da população, mas o poder público não pode enfrentar e superar essa realidade sozinho. Nosso propósito maior é alcançar quem ainda não recebeu o reforço da segunda dose, ir atrás das pessoas e mostrar que elas precisam se vacinar para estarem protegidas. Nesse momento de casos voltando a acontecer, o público de idosos ainda é a nossa preocupação por se tratar de uma população que sofre muito com os efeitos da doença.” pontuou.




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Foto: Ascom SES