“Sergipe não tem a variante delta, mas é preciso cuidados”, alerta Infectologista


O entrevistado do Programa “Linha Direta” desta segunda-feira, dia 05, foi o Diretor de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Infectologista Marco Aurélio Góis. Ele comentou sobre a nova realidade da pandemia em Sergipe.


Para o especialista, o cenário é de queda, mas também de precaução. “Tínhamos uma altíssima ocupação hospitalar, mais de 20 óbitos por dia. Nos últimos 10 dias temos queda. Sabemos que isso é importante, mas a atenção é necessária. Sergipe ainda não tem a circulação da variante delta. Por isso devemos seguir no cuidado e no alerta”, pontuou.


Um dos pontos anunciados foi sobre a vacinação. No entendimento do médico, é uma das medidas que está reduzindo os casos e mortes. “No começo tínhamos uma certa lentidão. Hoje, com a faixa etária, temos uma maior celeridade. Mal as vacinas chegam e já tem aplicação das doses. É preciso chegar mais vacinas para ampliar cobertura vacinal”, alegou.


Sobre a questão de muitas pessoas que escolhem a marca de vacina, o médico disse que não vale a pena. “Essa é uma grande bobagem que muitos criaram. Vacina boa é a mais perto de casa e que estará no braço. Mesmo com as diferenças de marcas, mas todas te a sua eficácia autorizada pela Anvisa”, lembrou.


Questionado sobre o caso das vacinas vencidas da AstraZeneca, o médico disse que houve uma confusão por conta de datas. “O que se identificou nesta busca de dados foi que as doses estavam perto do prazo de validade. No entanto, todas elas foram aplicadas antes do dia de vencer. Houve também um erro de digitação no registro. Ninguém tomou vacina depois do vencimento”, detalhou Dr. Marco Aurélio.


Perguntado sobre a flexibilização, o Doutor diz que é uma reabertura vigiada. “Quando se permite um evento ou abertura de espaço, é algo que deve ser feito com todos os protocolos. É importante a ter um movimento de volta à normalidade, mas que não pode ser um liberou geral e que a pandemia acabou. Podemos sim, ir aos lugares com necessidade e, mesmo assim, com medidas protetivas”, destacou o médico.


Sobre a pandemia no interior, Dr. Marco Aurélio disse que muitos achavam que o risco era menor. “No começo a doença começou nos grandes centros e aí muita gente não usava máscara e os demais cuidados. Agora, com a circulação de pessoas ela está aumentando, mas dento de um nível de equilíbrio”, comentou.


Sobre a vacinação contra influenza, Marco Aurélio diz que os municípios devem intensificar a imunização, especial em idosos e gestantes. “Só depois é que podemos dar preferência ao público em geral. Estamos em um clima propicio para as doenças respiratórias. Por isso é fundamental que toso se vacinem até que haja o fim dos estoques e não sobrem vacinas”, comentou o Diretor de Vigilância em Saúde.




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Foto: Flávia Pacheco / SES