Senador diz que não vai assinar novo pedido de impeachment


Após superar a Covid-19, o senador Alessandro Vieira (CIDADANIA) foi entrevistado pelo jornalista Jairo Alves na manhã desta quarta-feira, 31, no programa Linha Direta, da Cultura AM670. O parlamentar disse que ainda não está em 100% das suas condições, pois ainda toma medicamentos e faz fisioterapia para superar as sequelas do Coronavirus.


inicialmente o senador falou sobre seu requerimento que convida o novo ministro da Defesa Braga Neto para explicar sobre as mudanças nas Forças Armadas. Para Alessandro é preciso se explicar essas mudanças nunca vistas na história republicana, para não pairar duvidas sobre outras intenções que possam estar por trás das alterações, e que Braga Neto mostre seu compromisso com a constituição e a democracia, porque o Brasil não pode retroceder ao autoritarismo, pois o país precisa atualmente é de estabilidade e de vacinas.


Alessandro Vieira comentou a instabilidade do governo, que é resultado da má gestão da pandemia, com seus muitos erros, e muitos imperdoáveis. Ele falou que o presidente Bolsonaro fez dois movimentos que buscam evitar pedidos de afastamentos: o primeiro entregar a chave do caixa ao centrão, presidente da Câmara Artur Lira, através da nomeação da deputada Flávia Arruda na secretaria do governo. Essa pasta é a responsável pela distribuição de cargos no governo e emendas. O outro movimento foi reforçar o controle pessoal dele nas forças armadas e na Policia Federal, colocando um delegado de Carreira, que apesar de ser competente, tem como atributo ser amigo do senador Flávio Bolsorano, investigado pelo crime das rachadinhas. Para Alessandro o presidente precisa entender que ele não é um "Rei", que precisa respeitar parâmetros que existem na Carta Magna, não podendo misturar os interesses da nação com o da própria família.


Por fim questionado se iria assinar um novo pedido de impeachment feito pela oposição, que pede a investigação de uso das forças armadas pelo presidente na tentativa de dar um auto golpe. O senador Alessandro Vieira afirmou que não iria assinar nesse momento o pedido pois faltam informações completas, pois o que existem são muitas interpretações por parte da imprensa, mas não há de fato uma manifestação claro do governo que leve a afirmar que há uma intenção golpista.