“Se não tiver dívidas, o bom é poupar” diz economista sobre saque extra do FGTS


A partir desta quarta-feira, dia 20, milhões de trabalhadores brasileiros poderão sacar até R$ 1000 das contas ativas e inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O objetivo da retirada extra, segundo Governo Federal, é buscar aquecer a economia. O ato foi analisado pelo Economista Idalino Souza durante o Programa “Linha Direta”.


Os primeiros que vão receber serão os trabalhadores nascidos em janeiro. Segundo o economista, a intenção do Governo com esta medida é aumentar o poder da economia, ainda duramente afetada pelo período pandêmico da covid-19. “Os números previstos para o fim de 2022 não são tão animadores quanto se planejava ser. A inflação está preocupando. Por conta disto, o Governo decidiu limitar esse saque de mil reais a fim de que este dinheiro dê um suspiro para os setores do comércio principalmente”, destacou Idalino.


Questionado qual seria a melhor destinação do valor, o economista disse que as pessoas devem dar preferência por quitar dívidas. “Quer queiramos ou não o FGTS é uma poupança que pode ser usado em formas emergências, a exemplo da compra da casa própria ou outros pontos específicos. A recomendação que dou é que todos possam somar as dívidas e pagar. O rendimento do fundo de garantia atualmente perde para a poupança. Quando temos algo nosso que não rende igual ao mercado é prejuízo. Se não tiver dividas, a sim seria bom poupar, se não todo, grande parte”, detalhou.


Ele lembrou que muitas pessoas deverão ter em mente que, a depender do meio, as dívidas, em especial as do cartão de crédito, não poderão ser ignoradas. “A taxa de juros do cartão já está nas alturas e com a inflação, é uma bola de neve. Esses mil reais poderiam abater boa parte das dividas. É preciso refletir bem, caso o trabalhador queira sacar o seu beneficio extra”, pontuou Idalino.



Portal C8 Notícias

Foto: Agência Brasil