Saúde faz orientação referente ao aparecimento de caramujos


O aumento da umidade do solo é uma consequência das chuvas, o que vem provocando a proliferação de caramujos na capital. Diante disso, a Secretaria Municipal da Saúde, através do Centro de Controle de Zoonoses, faz um alerta a população sobre a importância de alguns cuidados a serem tomados para controle desses vetores.


O caramujo africano se reproduz em massa, mas não transmite a esquistossomose. Entretanto, quando infectado por parasitas, consegue transmitir doenças como a meningite, que é capaz de causar cegueira, paralisia, dores de cabeça fortes e constantes, rigidez na nuca e distúrbios do sistema nervoso. Já o caramujo, menor que o africano e encontrado em ambientes de água doce, transmite Schistosoma mansoni.


A Gerente do Centro de Zoonozes, Marina Sena, explica sobre o trabalho que é realizado para o combate dos caramujos. “As equipes visitam residências, praças e terrenos baldios, mas o trabalho é diferenciado em cada um desses locais. Nos espaços públicos, a atuação do CCZ é de identificação e o recolhimento é feito pela Empresa Municipal de Serviços Urbanos. Nas residências, o molusco pode ser coletado manualmente, mas é preciso proteger as mãos com luvas ou saco plástico para evitar o contato com a pele”, explicou.


Marina também fala que após o recolhimento, o ideal é colocar o caramujo em um depósito onde possa ser incinerado, como latas ou tonéis e depois ser descartado. “Em seguida, é bom martelar o casco, porque a umidade nem sempre deixa o fogo chegar na lesma. Além disso, a concha pode servir de depósito para as larvas do mosquito da dengue. Outra opção é realizar uma maceração do casco, sendo recomendável colocar cal e enterrar”, orientou.


Caso haja presença de caramujos em locais de rios e lagos a orientação é evitar entrar em contato com a água. Para denunciar o aparecimento de moluscos, basta entrar em contato com o Centro de Controle de Zoonozes, através do telefone 3179-3564.



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Foto: Ascom SMS