Remédios terão reajustes nos preços a partir desta sexta


Os remédios devem ficar mais caros a partir desta sexta-feira, dia 1º de abril. Durante esta semana, a Câmara de Regulamentação do Mercado de Medicamentos (CMED) divulgou os novos preços referente ao ano de 2022.


De acordo como Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), o aumento dos preços deve ser de, pelo menos, 10%. O reajuste está relacionado aos índices inflacionários. A tabela de preços é calculada e reajustada anualmente pela Câmara de Regulação.


Para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), outros produtos tiveram um reajuste maior do que os remédios no biênio, a exemplo dos alimentos (23,15%) e transportes (22,28%). Em 2021, os remédios tiveram o reajuste de 6,17%, ante os 10,06% acumulados pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA).


Além dos índices inflacionários, o Sindicato citou outros fatores para a nova tabela de preços dos medicamentos, como os impostos embutidos no preço dos medicamentos. A carga tributária corresponde a até 32% do valor final pago pelo cliente. “Os medicamentos têm um dos mais previsíveis e estáveis comportamentos de preço da economia brasileira”, destacou o Presidente Executivo do Sindusfarma, Nelson Mussolini.


O Sindicato dos Fabricantes de Remédios também divulgou uma nota e explica que nenhuma empresa pode aumentar o preço máximo ao consumidor de seus produtos sem autorização do governo. “Uma única vez a cada ano, os aumentos de custo de produção acumulados nos 12 meses anteriores podem ser incorporados aos medicamentos, a critério das empresas fabricantes, aplicando-se uma fórmula de cálculo criada pelo governo", lembrou a nota.


Apesar desse reajuste, remédios para pessoas que possuem hipertensão, diabetes e outras doenças de larga incidência são ofertados de forma gratuita no Programa “Aqui Tem Farmácia Popular”. Esses medicamentos são vendidos pelos fabricantes pelos fabricantes por valores de reembolso baixos, inclusive, não são reajustados há anos. "É importante o consumidor pesquisar nas farmácias e drogarias as melhores ofertas dos medicamentos prescritos pelos profissionais de saúde. Dependendo da reposição de estoques e das estratégias comerciais dos estabelecimentos, aumentos de preço podem demorar meses ou nem acontecer", justifica Mussolini.



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Foto: Agência Brasil