Reitores da UFS e do IFS falam dos prejuízos do bloqueio de verbas


Nesta segunda-feira, dia 20, os Reitores da Universidade Federal e do Instituto Federal de Sergipe realizaram um entrevista coletiva. O objetivo foi apresentar a preocupação das duas instituições sobre os prejuízos que podem ser causados com o bloqueio de verbas feito pelo Governo Federal para as duas instituições.


No final de maio foram bloqueados de todas as universidades e institutos federais do Brasil cerca de R$ 3 bilhões, o que equivale a quase 15% do orçamento total para o ano de 2022. Em Sergipe os bloqueios chegaram ao valor de R$ 3,7 milhões para a UFS e R$ 2,6 milhões para o IFS.


De acordo com o Reitor da Universidade Federal de Sergipe, Professor Valter Santana, houve um planejamento prévio, antes da virada do ano. Com esses cortes, fica complicado de manter a instituição. “O bloqueio nos deixa em situação preocupante, pois temos que replanejar, e algumas dessas ações entram em risco de não serem executadas. Conseguimos idealizar para a UFS um planejamento, através do qual apoiamos ações estratégicas da nossa instituição, onde inserimos dentro do nosso contexto o desafio de retornar às atividades presenciais”, alertou.


No caso do Instituto Federal de Sergipe, o bloqueio poderá afetar o apoio aos estudantes. “Na assistência, caímos para quase um terço do valor disponível. Tínhamos R$ 5 milhões, passamos a ter R$ 1,4 mi. O IFS está presente em todas as regiões do estado, em 9 campi. Dos nossos discentes, 79% necessitam desse apoio, seja como auxílio transporte, auxílio moradia, auxílio alimentação, monitoria”, detalhou a Reitora Professora Ruth Sales.


Os dois Reitores afirmaram que estão em constante diálogo com a bancada federal em Brasília. A intenção é, pelo menos, evitar novos cortes ou rever bloqueios passados. Desde 2014 está acontecendo diversos cortes nos investimentos no ensino superior e técnico do país.




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Foto: Schirlene Reis – Ascom UFS