“População também deve colaborar”, diz Coordenador de combate a dengue


Na manhã desta quinta-feira, dia 09, o Programa “Linha Direta”, apresentado por Jairo Alves de Almeida, entrevistou o Coordenador de combate ao mosquito Aedes aegypti de Aracaju, Jeferson Santana. Ele destacou a alta de casos em alguns bairros da capital e lembrou que a sociedade tem papel fundamental no combate a dengue, zika e chikungunya.


No começo ele destacou o último Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), divulgado no final de maio pela Secretaria de Estado da Saúde. Jefferson Santana lembrou que, entre março e o mês passado houve um significativo crescimento de infestações. “No terceiro mês do ano a média de 2.2 de infestação. No mês passado o LIRAa de Aracaju passou para 4.3, mantando a cidade como médio risco. No entanto, cerca de 6 bairros apresentaram alto risco. Lembrando que os mesmos estavam com baixa infestação no acompanhamento de março”, alertou.


No entendimento do Coordenador de combate ao mosquito Aedes aegypti, a capital sergipana tem uma particularidade em relação a outras grandes cidades do país. “Temos bairros de Aracaju que a população armazena muita água em recipientes em parte abertos. Tudo por conta da falta do abastecimento em vários momentos. Em cima disto, o mosquito aproveita água parada e limpa para colocar seus ovos. Este é o cenário ideal para o mosquito eclodir. Lembrando que a maioria dos focos da dengue na capital foi encontrada dentro das residências”, comentou Jeferson.


Outro alerta sobre o mosquito é que os 3 vírus estão ao mesmo tempo circulando na cidade. Para o Coordenador, é mais um motivo para intensificar o combate ao Aedes aegypti. “Em Aracaju temos a dengue, zika e chikungunya, além de que um dos tipos da dengue foi identificado e foi semelhante ao que causou a grande epidemia de alguns anos com muitas mortes. Por esta questão estamos sempre fazendo esse trabalho para que isto não volte a ocorrer”, pontuou.


Jefferson Santana também detalhou como é a aplicação da substância conhecida popularmente como “fumacê”, aplicada através de um carro ou por meio de borrifação feita por agentes de endemias. Ele lembra que este trabalho é feito de forma técnica e não em todos os locais. “Vemos muita gente reclamando de muriçocas e pedindo a aplicação o veneno. Na verdade ele só é aplicado em casos de alta de infestação do mosquito da dengue apenas. E mesmo assim temos horários específicos, como de manha cedo ou no final da tarde, quando o Aedes tem maior registro”, explicou.


Muitos ouvintes questionaram sobre acompanhamento de casas abandonadas e carros largados em vias públicas. Para o Coordenador, essa questão é feita através de parcerias. “No caso de casas onde o proprietário não cuida, contamos com o apoio da Emsurb para chamar a responsabilidade. No carro de veículos que são quase sucatas de ferro velho, também contamos com a SMTT para fazer o recolhimento, após autuação do dono”, respondeu Jeferson.


Ao final o Coordenador de combate ao mosquito Aedes aegypti de Aracaju disse que todo o trabalho que está sendo feito não surtirá tanto efeito se o cidadão não fizer a sua parte. “Por isso sempre estamos na mídia chamando a atenção. Toda a população deve colaborar, limpando seus quintais, tampando caixas d’água, evitando acumulo de água em locais com tampas, latas e cacos de vidro, entre outras ações. Desta forma poderemos vencer o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya”, destacou.




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Foto: Sergio Silva/PMA