Perita chama atenção para a Educação no Trânsito


No Programa “Linha Direta” desta quarta-feira, dia 25, a Perita de Trânsito, Tissiane Costa, comentou sobre diversas legislações sobre o ordenamento do tráfego de veículos e de pessoas nas vias. Todos os assuntos são abordados e reforçados no “Maio Amarelo” de prevenção de acidentes.


Ela começou falando sobre a quantidade de acidentes que vem sendo registrado em todo Brasil, mas em particular em Sergipe. Para a perita, muitas pessoas acham que podem fazer de tudo nas vias. “Quando o motorista entra no carro, na verdade, ele está com uma arma nas mãos. Se não souber manusear, pode tirar a vida de alguém. Por isso que temos esse mês de campanha para chamar a atenção da sociedade”, destacou.


Outro problema que a perita em trânsito destacou é a grande quantidade de mortes de motociclistas. Ela lembrou que durante a pandemia, com o aumento do serviço de entrega “delivery”, muitos motoqueiros, para complementar a renda, realizam o serviço, mas sem preparo de tráfego. “É diferente você andar de moto para ir ao seu trabalho e usar o veiculo de 2 rodas para usar como seu trabalho do dia a dia. Eles precisam ter a habilidade que o trabalho pede. Com a pressão de clientes e dos patrões, ,a tendência é que muitos possam se acidentar. E quem nunca atuou na área é a principal vítima. Tantas mortes m tão pouco espaço de tempo é assustador para um estado como o nosso”, lamentou.


Tissiane também comentou sobre uma proposta que foi analisada pelo Supremo Tribunal Federal, no que diz respeito a flexibilização da atual lei seca. A grande maioria dos ministros rejeitou e disse que a norma como está não pode ser alterada. “Caso houvesse uma regressão das leis, poderíamos ter um índice de mortes ainda maior. Tudo isso provocado por acidentes causados por irresponsáveis que bebem e conduzem o carro”, afirmou.


Outro ponto lembrado pela perita foi sobre o aumento de pontos da CNH. Para ela, a iniciativa não quer dizer que é para a pessoa fazer infrações. “Sempre dizemos que não adianta aumentar a pontuação se as pessoas não tiverem essa conscientização. Tudo passa pela formação da pessoa para o dia a dia no trânsito”, detalhou Tissiane.


Ao final, ela lembrou que o trânsito é formado pela educação eu cada um recebe no dia a dia. “Não tem como. Tudo passa pelo meio da Educação, seja na escola, na família e, também, no trânsito. Se eu não sou educado no dia a dia, dificilmente vou saber respeitar o outro que está em um carro, uma moto, um caminhão ou a pé ou de bicicleta na rua”, alegou.



Portal C8 Notícias

Fotos: Rozendo Aragão