“Pensar em grandes festas agora é colocar gasolina no fogo”, diz infectologista


O Infectologista Mateus Todt foi o entrevistado desta segunda-feira, dia 06, do Programa “Cultura News” da TVC. Ele comentou sobre a situação atual da pandemia da covid-19, com o cenário da vacinação e da variante ômicrom que já foi registrado em vários países, incluindo o Brasil.


O especialista disse que, mesmo com quase 2 anos de pandemia, a covid-19 ainda é um mistério. “Em parte nós temos mais perguntas e poucas respostas. Estamos lutando contra um inimigo já conhecido e, ao mesmo tempo, que se transforma de um jeito muito rápido. O que está segurando realmente a pandemia é a vacinação. Todos devem buscar a imunidade em massa para frearmos a doença”, detalhou.


Sobre os imunizantes no Brasil, Dr. Mateus afirma que todos são de fundamental importância para reforçar a proteção no dia a dia. “Se temos agora números de contagio bem abaixo do que víamos no começo, devemos a vacina e a tradição do Brasil de imunizar muitas pessoas ao mesmo tempo. Se não fosse a teimosia de alguns e as notícias falsas de outros, teríamos um numero maior de pessoas protegidas. Por conta de fake News outras vacinas estão atrasando, como o caso do sarampo, que está voltando ao país”, lamentou.


Questionado sobre a variante ômicron da covid-19, o infectologista disse que, até o momento, ela está se comportando dentro que era esperado. “A ômicron tem um grau maior de infecção, mas não está, por enquanto, causando mortes intensas. Lembrando que temos milhares de variantes, mas algumas chamam a atenção, como é o caso da ômicron, delta e outras”, pontuou Dr. Mateus Todt.


Sobre a proteção individual, o especialista afirma que todos devem seguir o uso correto de máscaras e a lavagem das mãos ou higienização com álcool 70%. “Com mais pessoas vacinadas e mais protocolos de higiene, podemos sim nos livrar mais na frente desta pandemia”, detalhou.


Ao final, Dr. Mateus Todt foi perguntado sobre o cancelamento de festas, como o réveillon. No entendimento do especialista, Aracaju e demais cidades fizeram o correto, mesmo com um numero bom de vacinados e baixo índice de contagio. “Sabemos que muita gente gostaria de passar a virada de ano com muitas pessoas, mas ainda não é possível. E pensar em festas como Carnaval agora não tem condições. É como se colocássemos gasolina no fogo. Por isso é preciso cuidados, evitar grandes aglomerações e vacinação de cada vez mais a população”, descreveu.



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Foto: Agência Brasil