“Para muitas vitimas, a casa virou local de morte”, lamenta Juíza da Mulher


Hoje, 08 de março, é celebrado o Dia Internacional da Mulher. No Brasil, a data vai além das comemorações. Tem também a cobrança por igualdades e pelo fim da violência. Este último tópico ainda presente em vários lugares do país. Sobre isto, o “Linha Direta” desta quarta-feira entrevistou a Juíza Rosa Geane Nascimento, Coordenadora da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe, que falou sobre o acompanhamento destes casos.


No entendimento da magistrada a situação está muito complexa, pois a quantidade de casos que são denunciados está aumentando a cada dia. “Isso passa por uma mudança de paradigmas, que vai desde a escola, passando pelo local de trabalho. Só assim para termos a redução de dados estarrecedores”, destacou.


A Juíza disse que a pandemia foi o período que mais se registrou casos de abuso, violência ou até morte de mulheres. “É triste dizer isso, mas para muitas vitimas, a casa, ao invés de ser um celeiro de paz, se transformou em um lugar de morte, principalmente no período mais denso da covid-19. E isso a sociedade não pode aceitar de forma alguma”, alertou.


Dra. Rosa Geane aproveitou para divulgar um dado estatístico, onde a maioria das mortes de homens ocorre na rua, seja por crime ou acidentes de trânsito. Já a mulher tem a maior quantidade de óbitos dentro de casa. “Por isso que devemos conscientizar a sociedade para que todos possam denunciar a violência”, descreveu.


Sobre as medidas protetivas, a Juíza lembrou sobre os trabalhos que já acontecem, a exemplo das Patrulhas e Rondas Maria da Penha. Ela disse que há um projeto para que todas as iniciativas já estejam em todo o estado em breve. “Em abril vamos ter uma capacitação para agentes. Tudo feito para realmente proteger as mulheres vitimas”, lembrou Dra. Rosa.


A magistrada conclamou todos a olhar para a mulher de forma que possa ser acolhida. “Todas elas precisam sempre de nosso apoio. Nenhuma quer ser maior que os homens, mas desejam a igualdade. É para isso que todos, mulheres e homens devem marchar unidos e principalmente contra a violência”, pontuou.



Portal C8 Notícias

Fotos: Febrasgo/divulgação