Nossa Opinião: “Um misto de Amor, Ternura e Proteção”


Prezados ouvintes,


Embora o dia das mães sejam todos os dias, quando elas se desvelam, num vai-e-vem sem medidas, desmanchando-se em serviço, cuidado, proteção, o segundo domingo de maio guarda lugar de destaque à rainha de todos os seres humanos, nossa querida mãe.


Certamente, olhando o mundo, com todas as formas de estupidez, força, arrogância, exploração econômica, guerra, tráfico de drogas e de armas, milícias, poderes paralelos aos governos oficiais, indiferença das igrejas à fome e à miséria, ao sofrimento humano, as mulheres, que são mães autênticas, devem sentir uma angústia decepcionante; devem amargar certa frustração, tanto quanto a professora que, por diversas vezes, ensinou a lição e os alunos preferiram tirar nota baixa.


Ninguém, abaixo de Deus, tem tanto a nos ensinar quanto nossas queridas mães. Elas nos ensinam sem estardalhaço, sem barulho; apenas se servem do viver, do existir. Suas vidas são as mais completas lições que o mundo foi capaz de conhecer e de experimentar, à exceção daquilo que Jesus nos ensinou. Quem não aprende, ao presenciar uma mãe, mesmo sem ter comida para si, dando comida aos filhos? Quem não compreende que o amor é mais forte do que a dor? Quem não percebe que muitas noites em claro, ao pé da cama do filho doente, para ser presença de ternura e de cuidado, tornam lições inesquecíveis de vida?


Somente o amor materno é capaz de, na gratuidade, sem nada em troca esperar, aquecer nossos corações, sem fingimentos, sem ameaças, sem coações. Até, na arte de corrigir, vemos uma carga inteira de amor sem medidas, porque busca a satisfação da felicidade, da realização de seus filhos. Estando próxima ou distante, a mãe não para de amar, de servir, de sentir com o filho, de ser presença de incentivo, de força, de segurança e de perdão.


Se o mundo está tão desalinhado do amor, é porque precisa aprender as lições de ternura maternal. As mães são as pessoas mais próximas do amor que Jesus levou ao extremo da cruz. Não há palavra mais bendita, nem pessoa mais agradável. As mães são a mais autentica expressão do amor de Deus. É preciso ouvi-las, ainda que só embalados pelo sentimento da saudade, por aquele gosto pessoal de sentir a mão mais doce e meiga afagando-nos, sem qualquer exigência... Mesmo que as brenhas tortuosas de nossos erros pretenda nos levar ao esquecimento, o amor, a ternura e o carinho cuidadoso se levantam em favor da memória e nos despertam para sentir o que nossas mãos não mais alcançam, nossos olhos não mais enxergam e nossos olfato não mais percebe.


Parabéns, queridas mães. Que seu exemplo seja luz e guia para esta humanidade imersa num redemoinho da ignorância e da maldade. Vocês são a essência da divindade entre nós.


Feliz dia das mães.


Esta é a nossa opinião.



(Exibido em 06 de maio de 2022 no Programa “Linha Direta”)



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Foto: Mobills/divulgação