Nossa Opinião: gestor deve ter seriedade e honestidade para enfrentar a crise


PREZADOS OUVINTES,


Atualmente, o termo CRISE é intensamente usado, de forma a já se tornar crítica a situação de crise estabelecida em todo o Território Nacional, por força da COVID-19. Mas, para enfrentar a crise, quais as saídas buscadas pelos gestores? Que criatividade está sendo empreendida, a fim de que, a médio prazo tenhamos a possibilidade de nos libertar do acrisolamento da cidadania?


Essa é uma tarefa posta sobre os ombros dos especialistas no assunto, a fim de que, cientificamente, possam apresentar uma perspectiva de futuro para o Brasil, para Sergipe e para os seus setenta e cinco municípios. Alguns gestores, porém, estão buscando, de forma minimizada e facilitada, a decretação de estado de emergência e/ou de calamidade financeira, sob a alegação de que a COVID-19 foi responsável por desastre social e econômico enorme... será?


Nos municípios que estão sendo reconhecidos pelo estado – e posteriormente, pela federação – como emergentes ou inseridos em calamidades, de que forma se abateu sobre eles a miserabilidade de uma calamidade ou emergência? Quanto de seu orçamento foi investido – em caráter de urgência – para o enfrentamento da pandemia? Quantas pessoas foram atingidas? Quantos hospitais, postos de atendimento, ou leitos hospitalares foram montados? Quantos profissionais da saúde foram contratados, de última hora, para o cuidado com os doentes?


Se a calamidade, ou a emergência, está somente no âmbito financeiro, questiona-se: quem empregou erroneamente os recursos públicos? Houve, durante o período de grande sofrimento causado pela pandemia, uma verdadeira farra com as verbas públicas, segundo noticiado e apurado por quem de competência. Inclusive houve denúncias graves no que atine ao descaso de alguns gestores com relação ao coronavírus. Muitos gestores se apropriam indevidamente de decisões que aceleraram a morte de muitos, quando faltaram leitos, cuidados básicos e a devida prevenção.


Agora, com a decretação de estado emergencial (ou, quando piorada a situação – estado de calamidade), algumas vantagens surgem para os administradores: verbas federais mais intensas; prorrogação dos pagamentos, dispensa de licitações, etc. acontece uma verdadeira liberdade legal para que os gestores possam atuar... a grande pergunta é: quem está fiscalizando as diversas situações em que a emergência econômica é decretada? A quem este estado de emergência está servindo? Aos munícipes ou aos gestores?


Em tempos de crise como esta, mais do que manobras administrativas, cada município precisa de seriedade no trato com a coisa pública. Senão, em algum lugar, vais estourar a bomba da miserabilidade social de uma gente sem emprego, sem renda, sem alimentos, sem educação, sem saúde, por falta de seriedade de seus gestores, com as devidas exceções.


Arregaçar as mangas e trabalhar pelo bem de todos é tarefa de quem apresenta o nome para gerir um município. Se a seriedade e a honestidade não se fizerem presentes, a calamidade será eternamente imposta a um povo sofrido, manipulado, espoliado e subjugado. Menos manobras politiqueiras e mais atitude em prol do povo, a fim de que a crise se distancie de todos nós.


Essa é a nossa opinião.