Nossa Opinião: a pesada carga tributária sobre as pequenas e microempresas


Prezados ouvintes, Cresce assustadoramente a informalidade, como consequência direta do desemprego, fruto da falência de diversas pequenas empresas. Há um nítido desinteresse do Governo Federal no que atinge às pequenas e microempresas, cuja carga tributária permanece alta. Há ainda a falta de incentivo, com tratamento desvantajoso, se comparadas às grandes e megaempresas.


Como consequência, cresce a marginalidade, pois muita gente entra em desespero, por não encontrar o que fazer, como pagar as contas e, o que é tremendamente pior, não ter onde morar. A população de rua, nós grandes centros cresceu cerca de 14%, alargando, assim, a linha da miséria que, aos poucos, vai tomando espaço na sociedade.


Em Sergipe, o número de assalto aos chamados transportes alternativos, as famosas Topics, vem assustando os passageiros e profissionais do transporte intermunicipal. Além de roubar os passageiros, há exposição a situações vexatórias, humilhantes. Lesão corporal e mortes sai outros resultados assustadores.


Se a passagem está pela hora da morte, dados os constantes aumentos de combustíveis, viajar de intermunicipal pode significar a própria morte. Em situação tão humilhante, o passageiro fica à mercê, sem amparo, imerso na total insegurança, sem poder exercer o sagrado direito de ir e vir. Cresce a barbárie, fruto das atrocidades que são impostas ao povo.


Em tempos de pré-candidaturas, convém aos políticos de plantão, aqueles oportunistas que se servem das misérias do povompara barganhar votos, montar um robusto programa social que fomente emprego, geração de renda, segurança e, claro, saúde e educação. Parece discurso caduco. E seria, não fossem super novas as antigas chagas sociais.


Até quando se vai brincar de fazer política, praticando apenas politicagem?


Aprender a votar é tarefa do eleitor. Cuidado, com a paixão irracional, ingênua e desesperadora! Não vale mais o voto de cabresto, de submissão. Não vale a pena vender voto. Quem age assim está cavando a própria sepultura, quando o assunto é cidadania.


Como falar em cidadania a uma gente que permanece escravizada pelo analfabetismo, pelo desemprego e pela brutal violência? Como refletir sobre a verdadeira política, se as luzes derancas fazem questão de empobrecer o discurso reflexivo? Está chegando a hora de mostrar o poder das urnas, votando conscientemente, sem condão moralista, sem messianismo religioso, sem manipulação em nome do sagrado. Se há algo de sagrado na sociedad, é a cidadania, o respeito à pessoa humana, em suas particularidades.


Essa é a nossa opinião.