Nossa opinião: a mescla entre política, educação e religião

Atualizado: 1 de abr.


PREZADOS OUVINTES,


A notícia do afastamento do Ministro da Educação, Milton Ribeiro, por estar favorecendo certos (maus) pastores antievangélicos, soou muito mal à população carente de projetos educacionais, única via de transformação da realidade de muitas crianças carentes, neste vasto continente chamado Brasil. A suposta exigência de barras de ouro, em troca de aprovação de projetos, por súplica de falsos pastores, no favorecimento de edificações, é um absurdo sem tamanho.


Noutra extremidade do sistema, sobram municípios sem escola, em que crianças carentes ficam sem merenda, sem professores, sem os devidos profissionais da educação, por força da corrupção que, paulatinamente, vai mostrando sua feição, no atual governo federal, que insiste em afirmar ser um governo honesto.


Entretanto, convém separar o joio do trigo. Não se pode, desavisadamente, sair por aí, como pretendem alguns, maculando os pastores evangélicos, colocando-os todos num mesmo e único patamar. Há gente séria, entre eles, que sequer se dá ao luxo de emprestar seu nome a carreiras políticas fabulosas. Do mesmo modo, não se podem acusar todos os ministros de outras igrejas, pelo simples fato de se encontrar, neste ou naquele presbítero, erro imperdoável.


A verdade é que os falsos profetas, presentes em todas as igrejas e denominações religiosas, contribuem para o descrédito na religião. Há quem generaliza tudo, achando que todos os pastores evangélicos agem da mesma forma, ou que todos os padres e bispos agem da mesma maneira. Há que se fazer uma apurada seleção, para não se cometerem injustiças.Uma coisa é uma atitude insensata de uma pessoa ou de um grupo de pessoas. Outra, bem diferente, é a acusação generalizada de que todos são iguais e inescrupulosos. De forma alguma! Pensar assim é cometer injustiça desmedida.


As pessoas que lideram igrejas ou religiões, em geral, são pessoas do bem, comprometidas com a proposta de Jesus. Quando se notam alguns interesseiros, ávidos pelo poder, aqui ou acolá, são exemplos mal elaborados de líderes que, como já dizia o Profeta Ezequiel, são lobos e não pastores, e não têm nada de cristãos. Apenas se servem deste apelido para fazer coisas alheias ao evangelho.


O que fica de tudo isso é a lição de que não basta ter a tarja de cristãos, para se creditar toda a honra e toda a glória. É preciso examinar a história pregressa da pessoa que vai assumir o cargo público. É preciso ter critérios éticos, que comprovem a seriedade das pessoas. Isso vale mais do que ser apelidado de católico, de evangélico ou de outra qualquer denominação religiosa.


Pior é quando, mesmo sabendo que se trata de uma pessoa desonesta, é investida num público, só em troca de apoio político de determinados grupos que se servem da política partidária unicamente para tirar vantagem. Esse é o grande câncer que atola o Brasil, na lama da corrupção e das injustiças sociais, ao invés de o colocar em berço esplêndido.


Essa é a nossa opinião.



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Foto: Nova Escola/divulgação