“Nossa Opinião”: 100 Anos do Rádio no Brasil


PREZADOS OUVINTES,


Há 100 anos, o Brasil tem a presença sonora do rádio, que, aos poucos, foi ganhando o gosto e o apoio dos brasileiros e, por isso, penetrou os mais remotos rincões do País, levando entretenimento, formação e informação, tornando, desta forma, a maior companhia dos brasileiros e das brasileiras, neste século de tantas aventuras e de enormes superações.


Independentemente de quem é o considerado o pai da radiofonia, com destaques para o Padre gaúcho Roberto Landell de Moura, ou, ainda, quem é a emissora pioneira, no Brasil, se a Rádio Club de Recife, ou a Rádio Sociedade, do Rio de Janeiro, a presença do Rádio, nos ares brasileiros, foi uma conquista que mudou a cara do Brasil, unindo este imenso território, de dimensões continentais, com a chamada era do ouro, período em que o rádio despontou como o entretenimento mais procurado em todo o território nacional.


Foi o período do radioteatro, das radionovelas, quando autores e atores se transmutaram para o rádio, fazendo o Brasil parar, debruçando-se sobre os enormes receptores, privilégio das famílias mais abastadas, mas que comportavam o imperioso dever de acolher os vizinhos e amigos, para a descontração comunitária. O tino comercial de Ademar Casé, grande pernambucano radicado no Rio de Janeiro, foi o estopim para a grande largada desse tipo de programação, quando o rádio passou a divulgar a propaganda das empresas privadas, que passaram a ser a força econômica das emissoras do Rio de Janeiro.


Com os chamados programas musicais de auditórios, com os calouros, a rádio se tornou a maior promotora de artistas, da música e do teatro, em todo o país. Não fosse o rádio, muitos talentos teriam se perdido, pois não alcançariam a fama que as emissoras de rádio lhes proporcionaram. De Norte a Sul, de Leste a Oeste, o Brasil começou a se conhecer, pois as informações e a boa música, com o regionalismo presente, foi-se tornando realidade palpável.

A Rádio Cultura de Sergipe, que a há mais de seis décadas, tem presença cativa no coração dos ouvintes de todo o Nordeste, foi instrumento divulgação e de lançamento de inúmeros artistas, músicos de qualidade, que foram lançados pelos shows de calouros, que a Cultura oferecia a seus nobres e fiéis ouvintes.


Que prazer, neste centenário, contar seis décadas de história, engrossando a fileira dos bem-sucedidos profissionais do rádio! Que alegria, saber que o MEB teve, nas ondas sonoras da Rádio Cultura, voz e vez! Que o Evangelho fora anunciado e testemunhado; que a Igreja proporcionou a Eucaristia e as orientações cristãs a tantas famílias sergipanas e de além-fronteiras! Que Beleza, saber que o Jornalismo ético, competente e instrutivo foi responsável por informar e formar a consciência cidadã dos ouvintes do rádio brasileiro, pela arte, competência e dedicação dos inumeráveis profissionais que emprestaram sua voz à Rádio Cultura.


O Brasil está em festa, pelos duzentos anos de independência e pelos cem anos do Rádio em seus ares. A Rádio Cultura integrante dessa história, rende uma ação de graças a Deus, pelo que de bom foi feito pelo rádio: cultura, informação, música, descontração, espiritualidade, ciência, saber, cidadania e apoio à democracia. Viva o rádio brasileiro, que continuará intrépido, apesar de outros meios importantes como a TV e a internet. Nada, absolutamente nada, tirará o brio, a pujança e a nobreza do rádio. E o rádio brasileiro dá um show de competência e de dinamismo!


Parabéns ao Rádio.


Essa é a nossa opinião.




(veiculado no Programa “Linha Direta” do dia 09 de setembro de 2022)




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Foto: Correio Braziliense/divulgação