"A desunião e as divisões são motivos de vergonha e apontam para a falta de testemunho da fé cristã"




Estamos às vésperas de Pentecostes, Momento em que reviveremos a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos e outras pessoas, dentre as quais, Maria, a Mãe amável do Filho de Deus. Trata-se do primeiro impulso evangelizador dos cristãos nascentes, que os despertou para a missão de testemunhar Jesus Cristo morto e Ressuscitado, fonte de Salvação para toda a humanidade.


A semana que antecede Pentecostes, chamada de Semana da Unidade, é momento em que devemos rezar pela união dos cristãos, dentro da Igreja e entre as diversas igrejas. A desunião e as divisões são motivos de vergonha e apontam para a falta de testemunho da fé cristã. Muitas das divisões se deram muito mais por fatores externos à compreensão de quem é Cristo e Seu Evangelho, do que por razões teológicas. Muitas lutas pelo prestígio e pelo poder se travaram, destruindo a unidade da Igreja de Cristo.


É hora de pedir forças ao Divino Espírito Santo, para que derrame sobre todos os cristãos a graça de construir a unidade, sem buscar privilégios, nem retorno de todos à Igreja Católica. Não! Ecumenismo não é isso! É simplesmente buscar a ideia do entendimento, do diálogo, mas cada qual respeitando a sua identidade religiosas, a sua pertença. Somente assim, vamos dialogar, sem mágoas, sem ressentimentos, obedecendo à vontade de Jesus: “que todos sejam um, Pai, como eu e tu somos um”.


A comunhão de irmãos que se amam e se acolhem, teremos mais oportunidade de testemunhar ao mundo o Amor de Cristo Jesus.


Bem assim, no que tange ao enfrentamento das demais dificuldades, como a vida econômica, a saúde, a política. Peçamos ao Espírito Santo que nos abrande o coração, dando-nos a razão necessária ao trato destas questões sem polarizações, sem arrivismos, sem queremos eliminar os adversários. Afinal, Deus não nos criou como série, como cópias uns dos outros. Cada um é diferente, único e irrepetível. Por isso, a divergência de ideias, de atitudes e de postura política. Mas, tudo isso só tem sentido, se vivido como forma de contribuir, de ajudar, de sanar as feridas do próximo, como fez o Samaritano. Não é à toa que o Papa Francisco pede que sejamos uma igreja samaritana, servidora, atenta às necessidades do próximo.


Que o Divino Espírito Santo se derrame, uma vez mais, sobre todos nós, cristãos e cristãs, também sobre os não crentes e não cristãos, para que eliminemos os interesses cartoriais, pessoais, para fazer reinar a vontade de Deus, no que tange à comunhão e à unidade plenas.


Que a morte de tantas pessoas, os sofrimentos que se abateram sobre tantas famílias, a agonia de não ter um leito de UTI, ou um respirador, sejam indicadores de que é preciso mudar o jeito de ser Igreja, se ser sociedade, de ser político, de ser cidadãos. Deus nos ajude e que a Força do Espírito Santo seja nosso guia e nossa proteção.


Essa é a nossa Opinião.