“Não há mais estímulo para seguir na carreira”, lamentou Professor


O Presidente da Associação dos Docentes do Estado de Sergipe, Professor Francisco Andrade, foi entrevistado na manhã desta quinta-feira, dia 24, no “Linha Direta”. Ele comentou sobre a aprovação do projeto de reajuste das categorias do Estado pela Assembleia Legislativa na última terça-feira, dia 22.


O líder do grupo de docentes afirmou que o jurídico da associação está analisando as propostas enviadas pelo Governo do Estado e aprovados na Alese. “Estamos acompanhando pelo lado jurídico com nossa equipe para, ai si, questionar. Mas de antemão classificamos os atos de terça no parlamento como o fim da nossa carreira”, lamentou.


Francisco Andrade apontou a culpa pelas perdas do Governador e do Secretário de Educação do Estado. “Belivaldo E Josué não tiveram respeito com a categoria. Ambos serão lembrados como os que provocaram o fim da carreira do magistério. O prejuízo também é da falta de negociação entre Governo e Sindicatos”, destacou o professor.


Uma das grandes derrotas da categoria foi com relação a aposentadoria, uma vez que, segundo os docentes, haverá um desprestigio após a conclusão dos trabalhos. “O professor tem que pensar varais vezes em querer dar entrada na aposentadoria. Será 10,16% para ativos e aposentados, 23% de abono para o professor da ativa. Já os professores que vão se aposentar terão a quebra da paridade. Tudo que nós colocamos infelizmente se concretizou”, disse Francisco.


Ao final, o Presidente da Associação dos Docentes disse que não negociaria em hipótese nenhuma a questão da carreira do magistério. “Ficou mais do que claro que conversar com o Governo sobre isso não era seguro. Apostaram nesse diálogo e agora estamos sofrendo as consequências firmadas de forma incompleta. Entre as perdas, está o fim dos triênio. Sinceramente, depois de terça, não há mais estímulo para seguir na carreira, fazer um estrado ou doutorado”, desabafou.



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