Mais de 200 pessoas contraíram chikungunya entre janeiro e junho


O combate ao mosquito Aedes aegypti, que provoca dengue, zika e chikungunya, foi o tema da entrevista no Programa “Linha Direta” desta quinta-feira, dia 29. O Coordenador do Programa Municipal de controle do Aedes aegypti da Secretaria Municipal de Saúde, Jeferson Santana, comentou sobre a situação atual em Aracaju.


De acordo com ele, vivemos um momento bem delicado devido a pandemia, mas o trabalho de combate à dengue não parou. “Todos os bairros de Aracaju recebem os nossos agentes. Claro, tivemos que nos adaptar pois queríamos proteger os moradores e agentes na pandemia. Aos poucos com a flexibilização, continuaremos reforçando os trabalhos junto a sociedade para erradicar os focos de mosquito”, destacou.


Jeferson explicou sobre o uso do fumacê. Para ele, o melhor horário é final da tarde. “Esse momento é o ataque dos mosquitos e pernilongos ao homem. Não dá para fazer aplicação do fumacê depois das 7 da manhã. Ele só age no mosquito que estiver voando no momento. E o serviço só é aplicado apenas para o combate à dengue e não para acabar com os mosquitos em geral”, explicou.


Sobre a infestação da dengue, Aracaju está com médio risco. Para o gestor, isso mostra que a capital está segurando número de casos, mas é preciso estar alerta. Com relação as doenças, o vírus da chikungunya está com índices elevados. “Aracaju registou mais de 200 casos entre janeiro e junho. Não está ocorrendo aumento se comparado a 2020, mas também não houve diminuição. Em junho registramos uma morte”, lembrou.


Com relação aos locais onde existem os mosquitos, Jefferson destacou que há grande incidência de focos dentro das casas. “Infelizmente muitas pessoas estão deixando de lado os cuidados. Com a pandemia os cuidados com a covid-19 estão maiores. Mas a dengue está aí e não pode ser descartada. A depender da gravidade, a doença pode sim matar”, explicou.


O coordenador afirmou que existe uma fiscalização de casas abandonadas e terrenos baldios. “É impressionante a quantidade de lixo encontrada em terrenos e casos sem uso. Trabalhamos em conjunto com a Emsurb e a Secretaria do Meio Ambiente para fiscalizar essa questão do descarte irregular de lixo. Quem fizer isso poderá ser penalizado. É questão de saúde pública”, comentou.


Ao final, o responsável pelo combate à dengue em Aracaju disse que as pessoas devem procurar imediatamente o posto médico para ter orientações com o aparecimento de sintomas. “Sabemos que temos a pandemia no meio do caminho e uma dor no corpo pode ser covid-19 ou pode ser a dengue, zika ou chikungunya. Quando surgir sinais é preciso ir à unidade, mas próxima. A pessoa pode ter sintomas leves, mas, se não tratada, pode agravar e morrer”, concluiu Jefferson Santana



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Foto: Agência Brasil