Maior parte dos bairros de Aracaju tem médio risco de surto da dengue


Na manhã desta sexta-feira, dia 03, a Secretaria de Saúde de Aracaju apresentou mais um Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti realizado no mês de maio. Comparado com março, mês do primeiro LIRAa deste ano, houve avanço de 4,5% no índice, passando de 2,2% para 2,3%.


Dos 43 bairros da capital, oito estão classificados em baixo risco (satisfatório), 28 estão em médio risco (alerta), e sete estão classificados como alto risco de surto ou epidemia. Os bairros que estão nesta lista são Santo Antônio, Japãozinho, Luzia, Ponto Novo, Pereira Lobo, Porto Dantas e Cidade Nova. Esta localidade teve uma particularidade. Em março, índice apresentado foi de 0,6, considerado baixo. Neste LIRAa de maio passou para o índice 4,1, sendo alto risco.


Na avaliação o levantamento, a grande maioria dos focos do mosquito da dengue foi localizada dentro das casas, com pouco mais de 40% de incidência. Foi localizado muitas larvas em vasos, pratos de plantas, ralos, lajes e sanitários.


Durante a apresentação, foi confirmada as ações para o combate ao Aedes aegipty. “Faremos a partir da próxima semana aplicações do fumaçê costal, além da limpeza nos bairros que apresentaram maior índice de infestação. É neste momento que precisamos muito do apoio das pessoas, pois são elas responsáveis pela limpeza de casas e quintais”, alertou o Gerente do Programa Municipal do Aedes aegipty, Jeferson Santana.


A Secretária de Saúde de Aracaju, Waneska Barboza, alertou que Aracaju já registrou 32 casos de dengue, que evoluíram para os sinais de alerta, e três que evoluíram para forma grave. "Para que não ocorram óbitos, é necessário trabalho conjunto entre SMS e sociedade, já que a maior parte dos criadouros está em domicílios", destacou.


Para a Diretora de Vigilância e Atenção à Saúde, Taise Cavalcante, a sociedade deve ficar mais alerta ainda nesse período de chuvas com dias alternados de sol. “Com a chegada das chuvas, nós temos o acúmulo de água em pequenos depósitos. O foco do mosquito nesses locais é eliminado mecanicamente, seja lavando ou limpando. A população precisa colaborar conosco, evitando acúmulo de água em recipientes, recebendo nossos agentes”, destacou.




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Fotos: Sergio Silva/PMA