Estado registra mais de 4 mil medidas para proteção da mulher


Nos últimos anos a violência contra a mulher vem aparecendo com muito destaque na mídia e na sociedade. Devido a isso, mecanismos foram criados para que as vítimas tenham formas de denunciar e se proteger. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2022, publicação feita pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2 anos Sergipe registrou 4.224 medidas protetivas em favor das mulheres vítimas de crimes no âmbito da Lei Maria da Penha.


Entre 2020 e o ano passado, houve crescimento de quase 60% das solicitações de serviços protetivos. A quantidade passou de 1.634 medidas para 2.610 em 2021. Sergipe ficou na terceira posição entre os estados que apresentaram a maior variação no número de medidas protetivas de urgência concedidas no Brasil. O estado ficou atrás apenas dos estados de Goiás (190,2%) e Alagoas (95,3%).


O aumento dos pedidos de ajuda para proteção de mulheres vítimas de violência demostra o quanto a sociedade ainda precisa ficar atenta contra os crimes. “É muito importante que as pessoas que vivenciam esse contexto de violência ou tenham algum conflito procurem a delegacia, ao menos para se informar do que pode ser feito e evitar, até mesmo, um crime mais grave, que é o feminicídio”, alertou a Delegada Renata Aboim.


Um dos serviços ofertados para ajudar no combate a violência doméstica é a “Ronda Maria da Penha” da Polícia Militar. “Nós levamos mais segurança para essas mulheres que estão em uma situação de maior vulnerabilidade. Quando a gente fiscaliza, há um grande potencial de evitar o feminicídio”, detalhou a Capitã Fabíola Gois.


Mulheres vítimas de agressões ou pessoas que queiram denunciar casos podem fazer por meio do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis. A unidade funciona em regime de plantão, atendendo às vítimas durante o dia e a noite, na Rua Itabaiana, 258, no bairro São José. Os casos de flagrante podem ser denunciados pelo 190, da Polícia Militar. As denúncias de crimes recorrentes contra a mulher podem ser feitas pelo Disque-Denúncia (181).




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Foto: Agência Alese