Ensinamos respeito ao próximo e temos que agir de acordo, afirma diretor do Colégio Amadeus




Na última sexta-feira, 8, um outdoor que parabeniza os aprovados em medicina no vestibular 2021.1 do Colégio Amadeus chamou a atenção da população aracajuana. Por meio de uma publicação numa rede social, uma mãe de aluno da instituição e advogada, expôs sua indignação por conta da ênfase dada ao termo “não cotistas”, como uma justificativa para a aprovação dos seus alunos. A diretoria do colégio já se pronunciou por meio de vídeo. No texto, amplamente repercutido nas redes sociais, Lucilla Menezes, destacou como a publicidade feriu princípios. “A propaganda regozija-se em ter mais doze alunos aprovados no curso de Medicina da UFS que não são cotistas. Quero dizer aqui que esse tipo de propaganda é preconceituosa, elitista, fora do eixo e, além de tudo, ultrapassada”, expressou.

Ainda na publicação, Lucilla acrescentou a importância da educação democrática. “A educação é um direito de todos e as vagas nas universidades públicas não são da minha filha que estuda em escola particular. As escolas, sejam públicas ou privadas, têm uma função social que vai além do ensinar: a função de educar cidadãos com consciência social”, desabafou a advogada. Procurada pelo Portal C8 Notícias, a assessoria de imprensa do colégio Amadeus disse estar atenta às reclamações da sociedade e está comprometida pela educação de qualidade e responsável. “O Amadeus se preocupa com a responsabilidade social não é de agora, haja vista que temos projetos sociais, a exemplo do dia da consciência negra, que é levado de forma ativa e praticante aos alunos do colégio, por meio de palestras, com participação do promotor de justiça”, explicou o jornalista Rosalvo Nogueira.

Sobre o outdoor que comemora as aprovações dos “não cotistas”, o colégio reconhece o erro. “Peço desculpas a todos, a quem ofendemos. Homenagear aprovações em vestibular sem cotas, não igualmente homenagear com cotas, é passar a mensagem que um é menos importante que o outro. (...) Ensinamos respeito ao próximo e temos que agir de acordo”, disse o diretor Renir Damasceno, por meio de um vídeo publicado nas redes sociais. A Lei de Cotas prevê a destinação de vagas para estudantes de escolas de públicas e, dentro dessa reserva, algumas vagas são para autodeclarados pretos, pardos ou indígenas. Hoje, existem dois tipos de reservas: cotas sociais e cotas raciais. Por Portal C8 Notícias