Economista diz que congelamento do ICMS não resolve problema do preço dos combustíveis



O congelamento do ICMS dos combustíveis por 90 dias, anunciado nesta sexta-feira, 29, pelo governador Belivaldo Chagas, terá um efeito pequeno e limitado e só será significativo no terceiro mês. A análise é do Economista Idalino Souza, colaborar da Rede Cultura de Comunicação. A iniciativa do Governo visa reduzir o impacto do valor do combustível para o consumidor e será válida até 31 de janeiro de 2022.


No entendimento de Idalino Souza a redução será insignificativa, pois devido a aceleração dos preços dos combustíveis o impacto dessa redução não será sentida ao longo do tempo, por conta da elevação do dólar e do preço do barril do petróleo, tornando o congelamento um mero paliativo, considerando a persistência e a velocidade do aumento dos combustíveis no Brasil.


O Economista explica que se a taxa congelada for 27%, tanto faz se o valor continuar aumentando. Ele detalha: se a gasolina custa 5 reais, o ICMS 27% será $ 1,35. Mas se o preço da gasolina passa para 10, o ICMS com o mesmo 27% vai para $ 2,70.