“Direita precisa de coesão para formar grupo”, diz Lúcio Flávio


O ex-candidato a prefeito de Aracaju e Coordenador do Movimento “Brasil 200”, Lúcio Flávio Rocha, foi o entrevistado do Programa “Cultura News desta sexta-feira, dia 16. Ele falou sobre política, a defesa do nome de Jair Bolsonaro para o ano que vem, voto impresso e comentou sobre o futuro para Eleições 2022.


O empresário começou explicando sobre o significado no “Movimento Brasil 200”. Para ele, a iniciativa surgiu de demais colegas que gostaria de ver mudança política no país. “Em 2018 o colega empresário Flávio Rocha se sentia incomodado com os rumos que o Brasil estava vivenciando, com a eminência de um ex-presidente condenado podendo voltar ao poder. Daí surgiu esse movimento que faz referência aos 200 anos da Independência do Brasil no ano que vem. Somos um grupo político, mas que, até então, não tinha essa linha partidária”, destacou.


Questionado sobre a primeira vez que ele se lançou para um cargo eletivo, o empresário disse que foi um grande aprendizado, apesar de não ter o apoio que deveria receber. “Na reta final, a sigla tinha um posicionamento próximo do candidato a reeleição. Não aceitamos a ideia pois somos da direita conservadora. Eu e o meu vice, o Davi Calazans, seguimos em frente, fomos à luta e conseguimos superar 6 candidatos sem ajuda de fundo partidário. Foi um ótimo aprendizado”, comentou Lúcio Flávio.


O líder do “Movimento Brasil 200” lembrou que, de uns anos para cá, o brasileiro passou a se interessar pela política partidária do dia a dia. “Antes nos reuníamos para discutir futebol na mesa de bar. Hoje na mesma mesa nos sentamos para comentar política, acontecimentos da CPI. Isso, apesar de ser um início, era jamais visto no passado. Mostra de que o país está mudando aos poucos”, pontuou o empresário.


Perguntado sobre o nome de Bolsonaro para reeleição, Lucio disse que o Presidente evitava comentar isso, mas que é uma tendência. “Jair Bolsonaro não gosta de antecipar discussões como essa. No entanto, é de se perceber que ele toparia sim a continuar no cargo. Infelizmente ele ainda não conseguiu governar como gostaria, sem as amarras dos partidos de esquerda e dos Poderes Legislativo e Judiciário. Por isso que Bolsonaro é um nome para 2022”, detalhou.


Sobre a questão do voto impresso, o líder do “Brasil 200” destacou que é urgente que as Eleições sejam de forma limpa e transparente. “Não tem como aceitar um resultando onde não se pode contar voto a voto como era no passado. Quem achar que a urna eletrônica é segura e sem precisar de auditoria, tem más intenções. Queremos o voto impresso, mas que seja apenas para conferência do eleitor no dia da votação e que seja aditável com segurança. Sem isso, não dá para aceitar passar o poder para o futuro presidente sem discordar do resultado”, debateu Lúcio.


Ao final, ele foi perguntado sobre a questão da direita em Sergipe para o ano que vem, uma vez que Rodrigo Valadares e João Tarantela também são do lado de Bolsonaro. Para Lúcio Flávio, é preciso uma maior união da direita em favor do nome de Bolsonaro e de uma forte candidatura em Sergipe. “Concordo que a direita está muito dividida e rachada em nosso estado e precisa de coesão para formar grupo. Credito isso a figura de Bolsonaro que ate agora está sem partido e condiciona a formação de um bloco. Quando vai para uma sigla recentemente, chegam e destituem a liderança. Por isso que ainda não temos uma unidade bolsonarista a nível nacional e dos estados. Aceito ser uma liderança, mas quero mesmo é juntar para construir novos nomes da disputa”, comentou.


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Foto: Brasil 200 / Divulgação