“CPI sem os Governadores não resolve”, declara Alessandro Vieira


A situação atual da Comissão Parlamentar de Inquérito da covid-19 e o cenário para Eleições 2022 foram temas da entrevista com o Senador Alessandro Vieira, do Cidadania. Ele participou na manhã desta segunda-feira, dia 31, do Programa “Linha Direta”.


O parlamentar sergipano falou da agenda desta semana da CPI da covid-19, lembrando que, entre os depoimentos, está a da Médica Nise Yamaguchi, defensora de tratamentos à base de cloroquina. Alessandro também foi questionado sobre a questão de boa parte dos governadores terem entrado com ação para não depor na comissão. “Isso chama muito a atenção. Quem não deve não teme. Queremos apurar os erros do Governo Federal, mas também nos Estados e Municípios. CPI pela metade não resolve”, destacou.


O Senador também abordou a possibilidade do ex-Ministro Pazuello voltar a depor na Comissão, a fim de confrontar falas e documentos que mostram o contrário do que falou anteriormente. Sobre a provocação do Senador Eduardo Bolsonaro (PR-RJ), que chamou o Relator Renan Calheiros (MDB-AL) de “vagabundo”, o parlamentar disse que não crê em punição. “Este comportamento comprova apenas que o Senado é o reflexo de uma sociedade. Conselho de ética pouco funciona”, lamentou Alessandro.


Sobre o incêndio do Hospital Nestor Piva, o parlamentar disse que se solidariza às famílias das vítimas e presta total apoio as autoridades nesse momento. No entanto, a Prefeitura precisa falar o que ocorreu. “Vimos em fotos muitas gambiarras na estrutura. É necessária apuração precisa para não deixar isso passar impune”, disse.


Com relação ao cenário eleitoral, Alessandro Vieira destacou que o agrupamento pretende se reunir, apresentar propostas à sociedade para, depois, fazer alianças. Sobre o cenário nacional, o parlamentar do Cidadania afirma que trabalha por uma terceira via. “Não votarei em Lula, com histórico de corrupção em seu partido, e muito menos votarei em Bolsonaro com seus inúmeros erros. Um Presidente que não tem moral para criticar o STF. Faz isso para desviar o foco dos escândalos do filho Flávio. A intenção é ir em busca de novos meios, mas se a Eleição for polarizada, vamos ouvir a população”, explicou.



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Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado