“Corte do nosso orçamento nos preocupa”, diz Reitor da UFS


O Reitor da Universidade Federal da Sergipe, Professor Valter Joviniano, participou do Programa “Cultura News” na noite desta terça-feira, dia 25. Durante a entrevista concedida a Rozendo Aragão, o novo gestor da UFS falou sobre seus primeiros meses de atuação, a estrutura da instituição, como está sendo o trabalho no período da pandemia, entre outros assuntos.


O Professor assumiu o cargo principal da UFS no mês de março, após alguns problemas durante o processo seletivo. Para ele, está sendo um momento de grandes desafios e descobertas. “Sinto-me honrado em estar à frente da Universidade Federal de Sergipe, orgulho de todos os sergipanos. Tem sido dias de aprendizado e isso me deixa com maior responsabilidade. Busco diálogo com todas as representações, seja alunos, professores e servidores”, descreveu o Reitor.


No dia 15 de maio a Universidade Federal de Sergipe completou 53 anos. Questionado sobre a consolidação da instituição, o Reitor disse que graças a uma somação de esforços, temos a UFS que todos tem acesso. “Lembramos de homens visionários aqui, a exemplo de Dom Luciano José Cabral Duarte, um dos que incentivou a criação da Universidade, com a junção da então Faculdade de Filosofia. Por isso que temos história embasada no ensino, extensão e pesquisa e na luta de pessoas que sonharam com um ensino público forte”, explicou o Professor Valter Joviniano.


Atualmente a UFS tem, além de São Cristóvão, os Campi de Aracaju (Hospital Universitário), Lagarto (Hospital Universitário e Campus da Saúde), Laranjeiras, Itabaiana e Nossa Senhora da Glória. São mais de 30 mil alunos, cerca de 1500 docentes e mais 1500 servidores e terceirizados, entre os cursos de Graduação, Pós-Graduação e Extensão. “Valorizamos cada realidade de Sergipe com a nossa estrutura. O mais novo Campus está no alto sertão e, mesmo ainda com a formação física do prédio, os alunos já estão entusiasmados no aprendizado fora da sala de aula, no campo literalmente”, detalhou o Reitor.


Com relação a pandemia, o Professor destacou que a Universidade não parou em nenhum momento, apesar de as aulas presenciais estarem suspensas. Ele lembra que a pesquisa e o empenho de novos médicos formados recentemente são a marca da importância da instituição nesta situação atípica. “Apesar de não termos as atividades em sala, mas cada um em seu campo está enfrentando este momento, principalmente na área da saúde, com suas pesquisas. Semana passada formamos 140 novos médicos que já estão aptos a trabalharem na linha de frente. Tudo isso mostra que a UFS não está estática dentro dos muros, mas atua junto a sociedade”, comentou.


O Governo Federal anunciou há algumas semanas um corte de R$ 1 bilhão no orçamento do ensino superior. A Universidade Federal de Sergipe sofrerá uma redução orçamentária de cerca de 18%. Para o Professor Valter Joviniano, o assunto preocupa. “Além deste corte, o Governo Federal impôs um bloqueio de cerca de 13%. Essa noticia não é nada boa. Temos projetos, o próprio funcionamento da Universidade nos seus campi e demais inciativas para que ela possa andar com a autonomia que esperamos. Estamos em contato com a Associação dos Reitores do Brasil para tentamos junto ao Congresso a recomposição e a liberação dessa verba, a fim de garantir uma melhora no nosso serviço. Nosso orçamento é igual ao de 5 anos atrás. Gostaríamos de avançar mais, no entanto temos este empecilho”, lembrou o Reitor da UFS.


Portal C8 Notícias

Foto: Schirlene Reis/AscomUFS