Comércio pode gerar 1 mil “empregos temporários” no fim de ano


Faltando três meses para as comemorações de fim de ano, os setores varejista e de serviços já vêm se preparando para o principal período de vendas com a contratação de novos profissionais. Pesquisa realizada em todas as regiões do país pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Sebrae, estima que aproximadamente 105 mil vagas serão abertas no país até dezembro, número próximo ao de 2019, período pré-pandemia.


Para o presidente da FCDL/Sergipe, Edivaldo Cunha, estes números devem refletir no mercado sergipano com a contratação, no Estado, “de pelo menos hum mil e duzentos trabalhadores temporários, especialmente nas áreas de vendedor, ajudante, balconistas”. Pelos cálculos da Federação, “normalmente o mercado sergipano absorve 1% dos números nacionais”.


De acordo com o levantamento, 69% dos empresários que pretendem contratar funcionários afirmam querer suprir a demanda que normalmente aumenta nesse período, uma redução de 19 pontos percentuais em relação a 2019, enquanto 14% preferem investir na qualidade dos serviços.


“Antecipar-se às comemorações com novas contratações é um sinal de confiança na retomada das vendas, uma vez que após o auge da pandemia inúmeras empresas tiveram que dispensar seus colaboradores para reduzir seus custos, analisa o presidente da CNDL, José César da Costa.


Apesar de cauteloso, “o empresário sabe que o final do ano é sempre um momento de aumento nas vendas e as empresas precisam estar preparadas para essa demanda”, reforça Edivaldo Cunha, representante da entidade sergipana. Ele prevê que essas contratações ocorram ao final do mês de outubro e primeira quinzena de novembro de forma mais acentuada.


Contratações temporárias


Considerando os empresários que já contrataram ou irão contratar funcionários para o fim do ano, a pesquisa mostra que pouco mais da metade (52%) pretende contratar mão de obra temporária, percentual que é igual ao de 2019 (52%). A inclinação para contratações por tempo determinado é significativamente maior entre os empresários do comércio varejista (63%) do que do setor de serviços (41%).


A maior parte dos empresários que recorrerão a contratações temporárias (60%) não pretende contratar mais do que 1 ou 2 funcionários para as vendas de fim de anos, sendo a minoria (15%) os que planejam empregar 3 ou mais funcionários. A média de contratações por empresa será de 2 colaboradores e o tempo médio de contratação de 3 meses.


Porém, Edivaldo Cunha, da FCDL/Se, também crê que mais de 10% destes empregos temporários sejam transformados em “efetivos”, após as festas de final de ano e do mês de janeiro de 2022.


Fonte: Ascom FCDL/Se

Foto: Marina Fontenele/G1