Categorias da Saúde realizam ato em frente à PMA


Na manhã desta terça-feira, dia 22, diversas categorias da área da saúde de Aracaju realizaram uma assembleia em conjunto. O ato aconteceu na porta do Centro Administrativo da Prefeitura, localizado no Bairro Ponto Novo, zona oeste da cidade.


Entre os sindicatos participantes estava o dos Médicos de Sergipe. Segundo o Presidente do Sindmed, Helton Monteiro, a situação mobilizou diversas categorias. “Durante a pandemia em nenhum momento pedimos reajuste salarial. A nossa pauta era discutir melhores condições de trabalho, além da causa da vacinação. Agora, 2 anos de covid-19 com redução de casos, chegou o momento de discutir uma melhor valorização”, destacou.


Para o líder dos médicos, foi gratificante a mobilização da sociedade em lembrar os profissionais da saúde, mas agora é preciso respeito. “O SUS que deu o sangue para ajudar, inclusive a rede privada. Profissional da rede publica que, mesmo após pegar covid-19 e se curar, já estavam de volta a labuta. Agora queremos respeito”, comentou o líder do Sindimed.


Helton Monteiro afirmou que a pauta de todas as categorias de saúde será única. “Queremos recomposição salarial dos últimos 6 anos. Desde João Alves que não temos isso. Estávamos esperando resposta da Prefeitura ontem, mas não tivemos retorno. Cobramos de todos os secretários envolvidos mas só dia 11 de abril a categoria terá uma resposta”, comentou.


Questionado sobre possível greve, o líder dos médicos descartou. “Vamos mostrar a situação a todos os colegas aqui presentes nesse ato. Como nos foi dado o prazo de abril, que é nossa data base, aguardaremos ate lá para um retorno. Mas no momento não vamos cruzar os braços”, pontuou.


Além do Sindicato dos Médicos a mobilização contou com representação dos enfermeiros, odontólogos, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais, farmacêuticos, técnicos e auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de endemias. “Queremos mais que os parabéns. Queremos dialogo e valorização. Mais de 6 anos com salários defasados é muito complexo. Sabemos o dia a dia da saúde e queremos ser ouvidos”, destacou Dr. Helton Monteiro



Portal C8 Notícias

Fotos: Rozendo Aragão