“Buscamos a criação de lei específica para todos”, diz ex-líder do Sinpol


O ex-Presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol), Antônio Moraes, participou do Programa “Linha Direta” na manhã desta quinta-feira, dia 1°. Ele falou sobre o movimento “Polícia Unida”, que realiza na tarde de hoje uma assembleia unificada entre as forças de segurança do estado.


Moraes iniciou sua fala comentando as propostas para os policiais e as demais forças de segurança. “A assembleia servirá para congregar ainda mais as entidades de casse da segurança pública. Queremos chamar a atenção de toda a sociedade a importância pela luta do adicional de periculosidade. O Governo precisa restabelecer algo que está na Constituição”, destacou.


Sobre o valor deste adicional, Antônio Morares afirmou que é o único ponto de diferença entre ele e o atual movimento. “Temos diversos subsídios de forças policiais. O perigo que corre o policial é o mesmo para todo, pois não dá para medir. Só o fato de ser agente de segurança já é um risco. A forma de cálculo defendida que, se o governo atender, deve ser um valor único”, lembrou.


Ele deu o exemplo das patentes e os demais que atual na força de segurança. “Quem é que sofre mais com a violência, o coronel que receberá mais ou o PM que está na rua? É o Delegado ou o agente que está diante do perigo? Queremos uma remuneração única. Quando o Governo paga periculosidade, reconhece o risco que as pessoas que atuam nas forças estão passando”, declarou o ex-líder do Sinpol.


Moraes lembrou que depois de um ano é que será feito o primeiro ato unido. “A luta começou de cima pra baixo e não o contrário. É preciso pressão dessas entidades perante o Governo para que a luta seja de benefício único. Não é possível ter diferença de pagamentos”, comentou.


Sobre críticas de membros do “Polícia Unida” sobre desagregamento, Antônio Moraes disse que não é verdade. “Alguns tem esse pensamento. Vou participar da assembleia como filiado, mesmo não concordando com alguns pontos. Quero ajudar os colegas a compreender que não é justo aceitar os cálculos para o benefício de periculosidade, que só beneficia os oficiais e cargos altos da Polícia Civil. Não sou de ficar cobrando e, ao mesmo tempo, tirar selfie com políticos”, explicou.


Ao final ele disse que é legitima a luta, mas é preciso deste equilíbrio para o pagamento da periculosidade. “O adicional de periculosidade já existe na CLT em cima do salário-base para os servidores comuns. No entanto, estamos tratando da periculosidade dos agentes de segurança. Ou seja, está sendo criada uma nova lei para categoria específica. É essa luta que buscamos”, detalhou.



Portal C8 Notícias

Foto: Movimento Polícia Unida