Aracaju regista aumento de 100% da infestação do Aedes aegypti


Na manhã desta terça-feira, dia 19, a Secretaria de Saúde de Aracaju apresentou o Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) referente ao mês de março. Esta foi a primeira avaliação de 2022. Os dados apontam crescimento de 100% no índice de infestação por Aedes em relação ao realizado no mesmo período do ano passado.


O levantamento foi retomado após 8 meses sem ser feito, por decisão judicial. O motivo foi a questão da pandemia da covid-19, o que impediu que os agentes tivessem acesso as residências. “O LIRAa é educação permanente, os cuidados relacionados ao Aedes têm que ser contínuos junto ao cidadão”, destacou a Secretária de Saúde da capital Waneska Barboza.

Ela falou dos locais onde foi encontrada boa parte dos focos do mosquito da dengue. “O maior número de criadouros foi localizado, sobretudo, dentro das residências, nos lixos, recipientes inutilizados. É natural, por conta da pandemia, que as pessoas esquecessem um pouco desses cuidados com o Aedes e focassem na questão da covid-19 e, sem o agente de saúde visitando e relembrando esses cuidados, houve esse relaxamento e, como consequência, o aumento do número de criadouros encontrados. Agora, fazemos a retomada das atividades, relembrando essa parceria que a população precisa ter”, destacou a secretária.


Outro alerta comentado por Waneska Barboza diz respeito a dengue tipo 2, que causou grande mortalidade de pessoas em 2009. “Precisamos reativar essa comunicação com a sociedade porque tem ações que devem ser realizadas por cada cidadão. Apesar de termos a pandemia da covid-19 sob controle, as pessoas precisam entender que existem outros vírus que circulam e que podem causar epidemia, também, como é o caso do vírus da dengue. Temos observado, inclusive a nível nacional, esse aumento dos casos relacionados ao vírus e, em Aracaju, não é diferente”, pontuou.


Este ano, em Aracaju, já foram notificados 241 notificações das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, sendo 114 casos de dengue, 125 de chikungunya, e dois de zika. Dos 43 bairros com maiores índices de infestação pelo mosquito, seis estão com alto risco, índice maior que 4. São eles: Capucho (6,7%), Palestina (6,7%), José Conrado de Araújo (5,4), 13 de Julho (4,9%), Pereira Lobo (4,5%), e Santa Maria (4,0%); nove bairros classificados em baixo risco (satisfatório) e 28 bairros em médio risco (alerta).




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Fotos: Sérgio Silva