“Alessandro é quem vai indicar os nomes da chapa”, diz Samuel Carvalho


Na manhã desta quinta-feira, dia 05, o Deputado Estadual Samuel Carvalho concedeu entrevista no Programa “Linha Direta”. Entre os assuntos, ele comentou sobre projetos, CPI da covid-19, saída de Danielle Garcia e o cenário para 2022.


O parlamentar iniciou a entrevista comentando o projeto de lei que considera pessoa com deficiência para emprego no serviço publico quem tem perda parcial de audição. Para ele, muitas pessoas entram em contato com ele sobre diversas temáticas. “Tudo isso foi embasado na questão de uma pessoa que teve perda auditiva lateral severa e não conseguiu assumir vaga na Universidade Federal de Sergipe. A iniciativa corrige o erro de não entrar em vagas normais e nas cotas. Por enquanto o processo está judicializado”, ponderou o parlamentar.


Samuel Carvalho falou da retomada das atividades do parlamento. “Estamos já com todos os deputados presencialmente. Apenas a população deve seguir acompanhando de casa, via internet ou pela televisão”, disse.


Sobre a CPI da covid-19 no estado, o deputado disse que é favorável pela investigação. “É bom ter transparência em tudo. Sergipe sofreu com a perda do dinheiro dos respiradores que não chegaram. Além disto, muitos recursos do Governo Federal vieram para cá. Que tudo possa ser averiguado para saber se realmente teve erros. Infelizmente já passamos o tempo. Não sinto mais clima, mas se começar a CPI é automática. Quem não deve, não teme”, pontuou o deputado que lembrou que falta apenas uma assinatura.


Perguntado sobre a CPI de Brasília, Samuel Carvalho destaca que poderá servir de subsídios para indiciamento de pessoas. “Se houve omissão de autoridades, poderá sim ser colocado no Ministério Público. Isso também ocorreria a nível estadual e municipal. Se tivéssemos CPI poderíamos, por exemplo, averiguar os motivos do incêndio do Nestor Piva e a chegada de verbas federais que abarrotaram os cofres do estado”, citou o parlamentar.


Sobre política o deputado falou da saída de Danielle Garcia. Para Samuel, apesar do lado ruim, foi positiva a saída dela. “Danielle saiu de forma tranquila do grupo. Ela foi ao Podemos e poderá abranger os nomes, como foi feito por ela com o Cidadania. Se de um lado perdemos ela, por outro podemos sim nos unir com agrupamentos de bons nomes”, pontuou.


Perguntado sobre candidaturas, o Deputado Estadual defende que o Senador Alessandro Vieira possa indicar o nome majoritário. “Ele é o líder do bloco. O Delegado afirma que não é momento apropriado, mas tem total liberdade para indicar, a fim de formarmos um forte bloco para tirar o atual Governo que manda e desmanda há mais de 2 décadas”, detalhou Samuel Carvalho que afirma permanecer no Cidadania.


O ex-prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho, foi citado na entrevista. No entendimento de Samuel Carvalho, é um bom nome e que pode agregar. “Não posso falar por ele, mas vejo Valmir como uma pessoa que junta lideranças. Ele não está no Governo e é uma possibilidade de caminharmos juntos”, alegou o Deputado Estadual.




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Fotos: Claudio Leite