Aeronave da FAB transporta órgãos de João Tarantella para estados com receptores


A família do empresário João Paes da Costa, o João Tarantella, autorizou a doação de órgãos após a confirmação da morte encefálica. Uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB), pousou em Aracaju na manhã desta segunda-feira, 17, e transportou os órgãos para outros estados, onde foram identificados receptores compatíveis.


A Organização de Procura de Órgãos (OPO) exerce papel fundamental na identificação, manutenção e captação de potenciais doadores para fins de transplantes de órgãos e tecidos, com sede no Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse). É um órgão executivo da Comissão Nacional de Transplantes de Órgãos e Tecidos, suas atividades estão estabelecidas em observância à legislação vigente sobre transplantes de órgãos e tecidos do corpo humano (vivo ou morto), com fins terapêuticos e científicos.


A médica em Terapia Intensiva do Huse e da OPO Sergipe, Myrna Bicudo, ressalta a importância das pessoas informarem aos familiares acerca do desejo em serem doadores de órgãos. Havendo concordância do familiar mais próximo, é assinado o termo de autorização familiar para doação”, afirmou.


De acordo com o superintendente do Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho, Walter Pinheiro, é preciso debater mais este tema e quebrar os tabus em relação à doação de órgãos, que representa um ato de amor e que salva vidas. Espero que a gente evolua não só na questão de sensibilizar a sociedade, mas que a gente possa fazer acontecer em nosso estado, do ponto de vista técnico, ocorrer esses transplantes aqui”, enfatizou.


Desde dezembro do ano passado, a Central de Transplantes já registrou 17 doações de órgãos em Sergipe. Quando há um paciente com suspeita de morte encefálica, a equipe médica informa para a Central de Transplantes que há um possível doador. A Organização de Procura de Órgãos (OPO) vai até o local, acompanha o diagnóstico, acolhe a família e dá a oportunidade da doação.


Segundo o coordenador da Central Estadual de Transplantes, Benito Fernandez, com a autorização da doação, alguns exames são realizados. “Fazemos exames sorológicos, RTPCR para Covid-19 e a avaliação de cada órgão para saber a viabilidade do transplante. Estando tudo bem, marcamos a captação e fazemos a oferta dos órgãos para as equipes de transplantes. O coração e o pulmão, por exemplo, só podem ficar quatro horas fora do corpo. Tudo tem que ser feito de forma rápida para que o receptor seja preparado pra receber o órgão”, explicou.


Fonte: ASN