“A ideia é superar o capitalismo que massacra trabalhadores”, diz Vera Lúcia


O “Linha Direta” da Cultura AM deu sequência nesta quinta-feira, dia 10, a entrevistas com pré-candidatos a Presidência da República. Desta vez, o programa entrevistou a pré-candidata do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU), Vera Lúcia. Ela que já foi candidata em Sergipe e, em 2020, se lançou à Prefeitura de São Paulo.


De inicio Vera Lúcia falou sobre mais um desafio na politica. Segundo a pré-candidata, existe uma necessidade da esquerda dar um ar mudança no país. “Sabemos do desafio de uma campanha presidencial. Falta recursos e devemos estar atuando em todo país para nosso nome ser conhecido. Mas como a situação politica está em ruínas no país, é preciso ter uma saída destra tragédia”, destacou.


Com relação ao cenário politico nacional, ela afirmou que a população deve saber quem é quem. “Sabemos muito bem quem é Bolsonaro de extrema direita e é preciso retirar ele do poder mas não só. Temos um Lula, que se acha esquerda, mas na verdade está aliado a grandes empresários. Por isso que temos uma campanha difícil, pois o poder financeiro fala mais alto. Para o povo trabalhador só o PSTU é alternativa”, comentou Vera Lúcia.


Questionada sobre partidos que podem formar uma federação, a pré-candidata disse que, por enquanto, só o PSTU e movimentos sociais que deverão estar unidos. “Só nossa sigla com a federação que deve ser chamada de polo socialista revolucionário. Por enquanto nenhuma outra sigla”, descreveu.


Vera Lucia foi perguntada sobre outros partidos à esquerda, a exemplo do PSOL. Para ela, não há chances de fazer federação. “Atualmente o PSOL já foi de mala e demais bagagens ao PT. Como é que um partido que é dissidente volta a ser da origem que, no passado, não concordou com vários pontos? O PSOL surgiu durante o primeiro Governo Lula, com dissidentes do Partido dos Trabalhadores. E agora volta? O PSOL agora é um ‘puxadinho’ do PT’, pontuou.


Ao final, a pré-candidata afirmou que seu nome é uma alternativa para a melhora, em especial, das trabalhadoras e trabalhadores que sofrem com o sistema capitalista atual. “Uma mulher negra, sapateira que surgiu das classes industriais tem a chance de buscar uma alternativa. O PSTU segue com grupo unido e a ideia é superar o capitalismo que massacra trabalhadores”, alegou Vela Lúcia.



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Foto: Agência Brasil