Ação solicita urgência na vacinação de adolescentes com comorbidades


Na manha desta quinta-feira, dia 26, a Professora Sônia Meire foi entrevistada no Programa “Linha Direta”. Ela comentou sobre um pedido feito à Justiça para a vacinação prioritária de adolescentes com deficiência entre 12 e 17 anos.


Segundo a partidária do PSOL no estado, esse assunto vem preocupando. “Estamos na defesa das pessoas com deficiência. Queremos garantia a vacina deste público. Depois da aprovação da lei, foi alterado um dos artigos. Isso veio a prejudicar a imunização contra a covid-19 de gravidas, puérperas ou crianças”, lamentou.


No entendimento da professora, em Aracaju pouco foi discutido sobre isso pelo poder público. “Começamos a reagir, pois as crianças com deficiência em parte tem dificuldade de usar máscara. Elas precisam, pois estão expostas ao vírus ao sair para qualquer tratamento. Por isso estamos na cobrança, pois, com a retomada das aulas presenciais, o perigo é ter casos entre eles”, pontuou.


Questionada se essa iniciativa foi proposta pelas famílias, a professora lembrou que existe uma grande luta de todos. “Em algumas regiões da capital temos famílias com diversos casos de autismo por exemplo. Existe uma grande negligência perante o atendimento especial dessas pessoas. É uma luta que deve ser da sociedade, desde quando a politica publica garanta o direito de todos. Por isso que entramos com ação do Ministério Público para que essa camada da sociedade tenha acesso o mais rápido possível às doses”, destacou.


O Presidente do Conselho Municipal da pessoa com deficiência, Roque Hudson, participou durante a entrevista. Ele disse que desde antes da vacinação dos adultos, essa luta já ocorre. “Estamos desde o começo do ano buscando essa agilidade a fim de exigir a vacinação de pessoas com deficiência. Temos o direito e a prioridade garantida pela Constituição”, destacou.


O Porta-Voz da Saúde de Aracaju, Alberto Jorge participou também da entrevista e disse que a gestão aguarda apenas o sinal positivo para que se vacine adolescentes com alguma deficiência. “Da mesma forma que os familiares, também estamos na expectativa dessa vacinação, mas não podemos colocar o carro na frente dos bois. Todo o país depende da confirmação do Ministério da Saúde”, pontuou.



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Foto: Agência Brasil