“É preciso pé no freio para evitar dívidas”, diz consultor financeiro


O Programa “Cultura News” desta sexta-feira, dia 02, entrevistou o consultor financeiro Márcio Souza. O especialista comentou sobre formas das pessoas se planejarem economicamente neste segundo semestre e ter um fim de ano com menos dívidas e contas amenizadas.


Márcio destacou que, em qualquer situação, é preciso começar o quanto antes um planejamento financeiro, visando sair do sufoco de dívidas. “Nunca é tarde para começar a se preocupar sobre isso. Precisamos sempre estar alertas com o dinheiro que circula no nosso dia a dia. Claro, quem já vem fazendo isso tem mais vantagem. Mas nada impede de, quem desejar, dar o primeiro passo agora mesmo”, pontuou.


A importância de quem vem se planejando pode ser vista agora. Em um momento de pandemia e incertezas, quem teve cautela, está superando o momento com mais folga. “Sabemos que os dias são difíceis para todos. Mas quem teve um zelo com suas finanças desde antes da pandemia e segue agora, está bem mais protegido do que quem não parou de gastar e, agora, está com sérias dificuldades”, explicou Márcio.


Uma das dicas para quem deseja tirar o peso das dívidas, segundo o consultor, é conter o impulso por compras ou aquisição de serviços sem utilidade. “É pisar no freio mesmo para evitar gastos. Não tem outro jeito. Tem que reunir as pessoas de casa e debater o que se pode usar, sem esquecer dos compromissos com pagamento de água, luz, telefone, entre outros. Se não está dando com a renda atual, buscar outras maneiras de se conseguir o dinheiro necessário, destacou.


No entendimento do Márcio Souza, um dos vilões do gasto das famílias é o cartão de crédito. Ele falou que já foi vítima do impulso do “dinheiro de plástico” no passado. “Já tive diversos cartões e uma bola de neve de dívidas. Aos poucos fui me acertando até bloquear quase todos. Não é o cartão em si, mas a falta de educação financeira das pessoas. Cartão de crédito não é dinheiro na hora, mas um protelamento de dívidas. Tenha no máximo 2 e, mesmo assim, prefira compras à vista, se possível”, lembrou o consultor.


Sobre a perspectiva de futuro pós-pandemia, o especialista em finanças disse que, apesar dos pesares, já se pode ver um pequeno horizonte. “2022 vem com uma carga de otimismo muito grande. Já percebemos uma certa retomada dos empregos e a economia. Isso é prova da vacinação e dos casos que estão reduzindo. Para quem está controlado nas dívidas, se sairá ainda melhor”, comentou Márcio.


Ao final ele disse que sempre que possível, aplicar sobra do dinheiro e não gastar tudo. “Hoje temos vários meios de aplicação que valem muito mais que a poupança. Deixar dinheiro nela ou em conta corrente é perder valor. Sempre que possível faça um esforço e invista em fundos rentáveis. Será muito importante para futuras compras ou casos excepcionais”, elencou.


Portal C8 Notícias

Foto: Blog luz