“É preciso a retomada, mas com a vacina”, declara Presidente da Acese


Considerada o mais antigo agrupamento de comerciantes do estado, a Associação Comercial e Empresarial de Sergipe (Acese) está completando 149 anos. A temática foi abordada na noite desta terça-feira no Programa “Cultura News” da WebTV Cultura, durante entrevista com o Presidente da instituição, Marco Pinheiro.


De início, o representante dos comerciantes destacou a história da Associação que surgiu em 1872. “A Acese é a entidade mãe. Foi por ela que vieram as outras, a exemplo da CDL. As associações comerciais chegam ao Brasil com os portugueses e foram se espalhando pelo Brasil.”, explicou o dirigente.


Ainda sobre a história da Acese Sergipe, o gestor lembra que a covid-19 não foi o primeiro grande problema enfrentado. “Já tivemos outras situações, a exemplo da gripe espanhola de 1918 que atingiu nosso estado e o país como um todo. Desde esta época e até agora estamos no apoio forte, principalmente, aos micros e pequenos empresários”, comentou Marco Pinheiro.


Sobre a atual pandemia, o líder da Associação disse que a covid-19 pegou todos de surpresa. Além disto, o cenário afetou diretamente nos sistemas de saúde, educação e, também, comercial. “Estamos vendo algo que nunca vimos. Se não tínhamos uma saúde ideal, imagine agora, mesmo com todo apoio. A falta da educação e de consciência leva com que as pessoas desrespeitem regras para evitar o coronavírus. Isto tudo, auxiliado a falta de credito para o comerciante, deixa a situação complexa”, pontuou.


Mesmo com o baque da pandemia, Marco Pinheiro lembrou que há o que agradecer, no caso ao Governo Federal. Para ele, sem o auxílio emergencial, a situação seria uma catástrofe. “Foi muito bem vinda a iniciativa, mas para superar o momento, é preciso a retomada de toda as atividades gradualmente, com segurança e, principalmente, com a vacina”, completou.


Outro ponto que o dirigente empresarial falou foi sobre a falta de desenvolvimento ao logo dos anos da matéria de empreendedorismo, seja na escola ou nas faculdades. “Vemos muita gente estudando apenas para fazer concurso público. Mas poucos querem empreender. Aliás, muitos chegavam a condenar a iniciativa. Lembrando que os servidores recebem os proventos através dos impostos pagos por quem produz no país. Por isso é preciso um equilíbrio sobre isso”, afirmou o Presidente da Acese.



Portal C8 Notícias

Foto: Ascom Acese