“É complicado segurar pandemia sem colaboração da sociedade”, diz Professor


O Professor do Departamento de Farmácia da Universidade Federal de Sergipe, Lysandro Borges foi entrevistado nesta quinta-feira, dia 03, no Programa “Linha Direta”. Ele, que também faz parte do comitê técnico científico e da força-tarefa de combate a covid-19, falou sobre a situação atual da pandemia no estado.


De acordo com o especialista, mesmo com algumas restrições, o número de casos e de mortes ainda é preocupante. “Se formos comparar, estamos em cima do morro com tendência a subir um pouco mais. Essa alta ou redução só ocorre a depender das medidas de distanciamento e, é claro, vacinação em massa”, detalhou o professor da UFS.


Nesta quarta-feira, dia 02, ocorreu mais uma reunião do comitê. Ficou decidida a suspenção dos festejos juninos e que os municípios fiscalizem. Para Lysandro Borges, é preciso um trabalho em conjunto. “Dou o exemplo de Riachuelo, que decidiu fechar o comercio no fim de semana. Se a cidade faz e as demais no entorno não acompanham, fica muito difícil controlar a pandemia”, comentou.


O especialista também destacou que Aracaju e Região Metropolitana, além de Itabaiana, Estância e Lagarto seguem com grande quantidade de transmissão da covid-19. Neste ponto, o professor chamou a atenção das pessoas. “Infelizmente com mais de um ano de pandemia ainda temos péssimos exemplos de gente que não usa a máscara e também aglomera em festas. Tem cidade da divisa de Sergipe que fez lockdown e algumas pessoas atravessavam a divisa com a Bahia para fazer eventos. Fica muito complicado de segurar”, lamentou Lysandro.


Ao final o especialista disse que, a depender da vacinação e das medidas protetivas, em setembro poderemos ter redução de casos e mortes. Sobre os profissionais de saúde, ele afirma que já existe uma saturação. “Participei dia desses de um evento com profissionais de um hospital particular de Aracaju e eles disseram que estão esgotados de tanto trabalho. E eu sinto essa angustia deles, de ver por todos os lados gente por um fio. Se nada for feito para reduzir drasticamente a pandemia, será difícil evitar colapso total na nossa saúde”, alertou Lysandro Borges.



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Foto: Ascom UFS